ALPINE

A Alpine foi um fabricante francês de automóveis esportivos e de competição, que utilizavam motores traseiros fabricados pela Renault. O fundador da Alpine foi Jean Rédélé.

Modificando um Renault 4CV, nasceu um 2+2 lugares, com linhas esportivas em sua carroceria aerodinâmica. Era ágil, pequeno, leve (pesava menos de 700 kg) – o Alpine.

Em 1955 foi lançado o A106, primeiro modelo da marca com o motor e chassi do Renault 4. Foi o primeiro sucesso. O automóvel ganhou várias competições e provou ótima estabilidade em provas de montanha. Ganhou as famosas Mil Milhas italianas em 1956, a uma média de velocidade perto de 100 km/h.

Sempre utilizando motor e componentes de origem Renault, o seu sucessor, o A108, foi lançado em 1956 e fabricado até 1963. Em 1962 era apresentado no Salão de Paris o modelo de maior prestigio da marca, o A110 Tour de France. Distinguia-se do A108 pelas linhas diferentes na traseira e pelo motor do Renault R8 posicionado na traseira com virabrequim de cinco mancais.

A carroceria tinha faróis carenados, faróis de milha auxiliares, alguns cromados no capô e nas laterais e calotas nas rodas. Era também um coupe 2+2, mais aerodinâmico que seu antecessor, com linhas modernas e agressivas. Tinha volante esportivo de três raios e no painel trazia grandes mostradores, velocímetro e conta-giros, e três menores de pressão e temperatura do óleo, capacidade do tanque e amperímetro.

Este modelo manteve suas linhas praticamente inalteradas durante 14 anos e ficou conhecido como Alpine Berlineta, ou “Berlineta".

Em 1964 o motor passava a 1.1 litros, com opções de 66 ou 80 cv. Em 1965 surgia como opção uma transmissão de cinco velocidades e motor de 1.3 litros e 115 cv, Na carroceria a maior novidade eram as entradas de ar sobre os faróis. Também recebia quatro amortecedores traseiros. Até 1969 apareceriam várias opções de motor, sendo o mais potente de 1.6 litros e 138 cv. 

Em 1970 ganhava rodas de alumínio, era oferecido em cores mais agressivas, o radiador passava a ficar na frente e surgiam entradas de ar sob o para-choque. Opcionalmente era oferecida direção assistida. Em 1973 vinha com motor 1.6 de 140 cv. No ano seguinte recebia injeção eletrônica e uma versão 1.8 de 170 cv para clientes esportivos. Até que, em julho de 1977, sua produção foi encerrada.

Em toda a sua existência utilizou os motores dos Renault 8, 12, 12 Gordini, 16 e 17TS. Fez sucesso em todas as categorias de corridas que participou, sendo sempre patrocinado pela Renault. Foi o primeiro carro francês campeão mundial de rally.
 
Ganhou o Rally de Monte Carlo enfrentando carros de peso como Porsche 911, Ford Capri, Lancia Fulvia e Alfa Romeo GTA. Participou e ganhou várias provas de rally no Marrocos, A Volta da Córsega, Copa dos Alpes, Acropole e San Remo, entre outros, em várias equipes oficiais.

Foram fabricados 7.000 exemplares em numerosas versões, de 950 a 1.600 cm3, de 40 a 125 cv, sem contar os modelos de competição com motores especiais. Ele evoluiu durante os anos de fabricação, mas sempre preservou suas origens: a carroceria em fibra de vidro e o chassi tubular. Foi um verdadeiro monumento do esporte automobilístico francês e sempre apaixonou os colecionadores.

Foi substituído pelo A310, que trazia uma carroceria mais moderna, com detalhes interessantes como seis faróis dianteiros cobertos por uma lâmina plástica e, na traseira, um duplo capô -- uma tampa do vidro traseiro que se abria e abaixo desta, a do motor. Chegou a ganhar uma versão V6. Não foi um sucesso como o A110, mas era muito apreciado na Alemanha.

No Brasil, o Alpine foi fabricado sob licença nas versões conversível, coupe e berlineta na década de 60. Recebeu o nome de Willys Interlagos. Foram 822 unidades produzidas de 1961 a 1966 e fez sucesso nas pistas correndo pela equipe oficial da Willys.

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