13/01/2021 - LEXUS LF-A CELEBRA SEU 10º ANIVERSÁRIO DE UMA MANEIRA MUITO ESPECIAL

O tempo passa voando e esta semana a Lexus lembrou que já se passaram 10 anos desde o início da produção do LF-A, um autêntico superesportivo que revelou um novo aspecto da Lexus - que até então desconhecíamos - como fabricante de modelos de alto desempenho.

Embora a produção tenha sido limitada a 500 unidades, o LF-A deixou um legado que influiu todos os automóveis que a Lexus fabricou desde então. Foi pioneira em novas tecnologias de trem motriz e materiais e exemplificou o enfoque artesanal dos Takumi para a fabricação e o design, que se tornou uma qualidade que define a marca.

A história do LF-A começou no início do ano 2000 como um projeto de pesquisa e desenvolvimento para produzir um superesportivo de puro sangue. Harahiko Tanahashi, engenheiro-chefe da Lexus, teve luz verde e a oportunidade de trabalhar com novos materiais e processos.

Em 2001, o Master Driver Hiromi Naruse se uniu à equipe e suas habilidades foram fundamentais para que o LF-A conseguisse seus objetivos de condução e desempenho. Nas primeiras etapas, foram identificados 500 ativos chave, desde o desenho da suspensão até a forma do volante. O primeiro protótipo foi concluído em 2003 e um ano depois estava dando suas primeiras voltas em Nürburgring Nordschleife.

O público pôde ver pela primeira vez o que a Lexus estava planejando com a revelação de um estudo de design no Salão de Detroit de 2005 (aqui), seguido de um protótipo mais próximo à produção dois anos depois (aqui). Em 2008, o LF-A, ainda um trabalho em progresso, fez a primeira de quatro aparições anuais nas 24 Horas de Nürburgring. A Lexus confirmou sua produção no Salão de Tokyo de 2009.

A fabricação começou na planta de última geração da Lexus em Motomachi no final de 2010. Tal foi a dedicação à engenharia de precisão que a produção foi a um ritmo de só um automóvel por dia com cada motor montado e aprovado por um só técnico.

O LF-A era rico em características surpreendentes e revolucionárias. Em essência, havia um motor V10 de 4.8 litros de aspiração natural completamente novo, produzido em uma joint-venture com os especialistas da Yamaha.

Embora fosse menor e tivesse menos cilindrada que alguns superesportivos rivais, seu desempenho era excepcional, entregando um máximo de 560 cv a 8.700 rpm. Montado na parte dianteira e transmitindo sua força às rodas traseiras através de uma transmissão sequencial automatizada de 6 velocidades colocada no eixo traseiro, podia impulsionar o automóvel de 0 a 100 km/h em somente 3.7 segundos e alcançar uma velocidade máxima de 325 km/h.

Manter o peso do automóvel baixo foi essencial para o seu desempenho, o que foi conseguido mudando o alumínio utilizado nos concepts originais pelo plástico reforçado com fibra de carbono, o CFRP. Esse material composto avançado, resistente e leve, foi utilizado na maior parte da carroceria, no habitáculo e no túnel de transmissão, e desde então foi utilizado em outros modelos da Lexus. A potência de frenagem tinha que ser tão eficaz como a transmissão, daí o uso de discos de freios cerâmicos de alto desempenho.

Embora o modelo fosse extremo, a marca lançou um pacote ultra exclusivo focado em Nürburgring. Tratava-se de uma versão redesenhada para maximizar o potencial de pista do automóvel. Baseando-se diretamente na experiência de corridas de automóvel, obteve uma suspensão específica, rodas de liga leve forjadas mais leves com pneus de alto rendimento e características aerodinâmicas adicionais. Para compensar a resistência adicional, a potência do motor foi elevada até os 570 cv.

A produção de somente 50 unidades ia associada a um treinamento profissional do modelo e a um passe de um ano para rodar em Nürburgring. Sua qualidade foi confirmada em 2011 quando estabeleceu um novo recorde de volta em Nordschleife para um automóvel de produção, com Akira Ida ao volante. Veja o segundo vídeo abaixo.

Confira as Fotos