31/07/2020 - O SISTEMA DE AR CONDICIONADO DO BUGATTI CHIRON PODE ESFRIAR UM APARTAMENTO DE 80 M2

É verão na Europa e dependendo da região, esse calor pode ser mais ou menos sufocante. Como está prevista a chegada da primeira ‘grande onda de calor’ desse verão europeu, surgem informações da Bugatti sobre o sistema de climatização do Chiron e de suas particularidades.

Embora possamos achar que todos os sistemas de ar condicionado são iguais, e que o dos modelos da Bugatti não seja diferente do que equipa nosso carro, a verdade es que por trás do seu desenvolvimento há muito mais que um aparato feito para esfriar. Acontece que falamos de um sistema que deve enfrentar as altas temperaturas exteriores, as altas temperaturas do motor e como não, funcionar de forma correta em velocidades de 400 km/h.

O ambiente no interior é agradavelmente fresco apesar do calor exterior, isso é o que proporciona o sistema de ar condicionado ou climatizador do nosso carro. Nenhuma corrente de ar pode ser sentida para criar a máxima sensação de conforto.

No caso do sistema de ar condicionado da Bugatti existem dois condensadores que garantem a dissipação do calor do veículo, uma unidade central responsável pelo controle e um compressor que aciona todo o sistema. Este sistema é composto por linhas de ar condicionado com um comprimento de aproximadamente 9.5 metros no total devido ao conceito de motor montado no meio.

Um desafio na hora de desenvolver o sistema de climatização de um carro é que cada indivíduo tem sua própria sensação individual de temperatura. Os europeus geralmente se sentem confortáveis entre 21 e 22 graus, enquanto que a maioria dos americanos preferem alguns graus mais frios.

Todo o sistema de ar condicionado inclui o circuito de esfriamento para o interior, o fluxo de ar, o sistema elétrico, a eletrônica e a unidade de ar condicionado, assim como a unidade de controle central do sistema.

Os requisitos são enormes em um Bugatti, já que seus modelos podem rodar muito rápido. Para que o fornecimento do ar funcione corretamente também na velocidade máxima, devem assegurar-se de que a ventilação e o ar condicionado estejam particularmente bem controlados. Para este propósito, o sistema muda o fluxo de ar em velocidades de condução rápidas.

Nos veículos convencionais, o ar é forçado a entrar pela extremidade inferior do para-brisas, mas em um Bugatti isso só ocorre até aproximadamente 250 km/h. A partir desse ponto, há uma mudança na pressão negativa, de modo que um sistema de controle e um ventilador otimizados asseguram que o ar continue entrando no interior.

O Bugatti Chiron também tem outras características únicas. Devido às incríveis velocidades alcançadas, às vezes superiores aos 400 km/h, a carroceria está projetada para ser particularmente aerodinâmica. Isso requer um para-brisas plano com uma inclinação de somente 21.5 graus. Isso aumenta a área da superfície do vidro para 1.31 m2, enquanto que um automóvel compacto convencional tem uma superfície frontal envidraçada por volta de 0.70 m2 e um ângulo de inclinação por volta de 30 graus. Como resultado, o interior de um Bugatti esquenta mais devido à maior radiação solar ou carga solar.

O teto de vidro opcional Sky View aumenta ainda mais o nível de calor interior quando brilha o sol. Para combater isso, o Chiron e o Divo contam com um potente compressor de ar condicionado com uma capacidade de esfriamento de até 10 kW e dois condensadores de ar condicionado, suficientes para esfriar um apartamento de 80 m2.

Além disso, o compressor montado no motor está exposto a temperaturas ambiente muito altas devido à sua proximidade do sistema de escape, de modo que ele é refrigerado por outro sofisticado sistema.

Como se pode perceber, à primeira vista, o sistema de climatização e ar condicionado da Bugatti parece funcionar como um sistema convencional, mas é um verdadeiro desafio harmonizar perfeitamente o sistema altamente complexo de um automóvel esportivo do seu porte para que funcione impecavelmente inclusive nas máximas velocidade e carga do motor. Isso inclui reduzir e refinar o circuito de refrigeração para minimizar o uso de refrigerantes e o consumo de energia.

Apesar da pequena série de somente 500 unidades, a Bugatti faz todo o possível para alcançar a perfeição. Dois veículos de testes estiveram realizando ensaios climáticos durante o desenvolvimento do Chiron tanto no sufocante calor do deserto como no impressionante frio do Círculo Polar.

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