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GFG STYLE PERALTA D (2027): ESCULTURA DE COBRE, LUXO E FUTURISMO À ITALIANA

O novo GFG Style Peralta D 2027 é uma daquelas criações que demonstram como o automóvel pode ultrapassar os limites da engenharia para se tornar uma verdadeira obra de design artesanal. Apresentado em 24 de outubro de 2026, durante o Pastejé Automotive Invitational, no México, o exclusivo coupé Gran Turismo foi concebido por Fabrizio Giugiaro para o empresário e colecionador mexicano Carlos Peralta. Sua característica mais extraordinária é a carroceria inteiramente revestida por painéis de cobre moldados e martelados à mão, combinados com amplas superfícies de vidro espelhado que reproduzem a tonalidade metálica. Construído em exemplar único, o Peralta D dá continuidade à colaboração iniciada com o Peralta S e explora uma interpretação contemporânea dos automóveis-conceito futuristas dos anos 1970.

A silhueta do Peralta D recupera a linguagem geométrica e as proporções em cunha que marcaram alguns dos mais ousados estudos de estilo da década de 1970, período em que Giorgetto Giugiaro ajudou a redefinir a aparência dos automóveis esportivos. Sob a direção criativa de Fabrizio Giugiaro, essa herança ganha uma interpretação própria, caracterizada por superfícies limpas, volumes angulosos e uma carroceria de aparência quase monolítica. A parte inferior, inteiramente revestida de cobre, parece envolver a seção superior envidraçada, cuja tonalidade espelhada foi especialmente tratada para harmonizar-se com o metal. A proposta não consiste simplesmente em pintar um automóvel de cobre, mas em transformar o próprio material em elemento central da arquitetura visual. O trabalho artesanal exigiu a moldagem manual dos painéis, uma tarefa particularmente delicada devido às características do cobre, que precisa ser trabalhado com precisão para formar superfícies contínuas e preservar a coerência geométrica do conjunto.

A dianteira adota uma assinatura luminosa horizontal, acompanhada por elementos geométricos que escondem parte das funções de iluminação. As grades em formato de losango são produzidas em alumínio usinado e cortado a laser, contribuindo para o efeito denominado pelo estúdio de shadow lights, no qual as fontes luminosas se integram visualmente à carroceria. Na traseira, a linguagem minimalista continua com elementos de iluminação estreitos, difusor discreto e quatro saídas de escapamento. As rodas de desenho geométrico, inspiradas nos padrões gráficos dos anos 1970 e acabadas em preto antracite, criam contraste com o brilho quente do cobre. A estrutura de fibra de carbono sustenta a carroceria, enquanto o chassi de alumínio e os componentes mecânicos têm como base o Maserati GranTurismo. O projeto, portanto, combina uma plataforma de automóvel de produção com uma carroceria artesanal completamente reinterpretada.

O acesso ao habitáculo é outro dos elementos que distinguem o Peralta D. Em vez das portas convencionais, o coupé utiliza uma ampla seção dianteira articulada, descrita pelo estúdio como uma espécie de cúpula, que se abre para facilitar a entrada nos bancos dianteiros. Na parte traseira, um mecanismo de abertura vertical inspirado nas portas asa de gaivota permite acessar os dois assentos adicionais. A solução remete ao trabalho de Giorgetto Giugiaro no De Tomaso Mangusta de 1967, que empregava painéis traseiros articulados em uma configuração visualmente marcante. No Peralta D, a ideia é adaptada a um cupê 2+2, procurando conciliar dramaticidade estética e praticidade de acesso - um desafio significativo em uma carroceria de perfil baixo e proporções esportivas.

O interior mantém parte da arquitetura digital e do console central associados ao Maserati GranTurismo, mas recebe acabamentos exclusivos desenvolvidos para combinar com a identidade externa. Couro, Alcantara, superfícies de efeito metálico e costuras em tons de cobre compõem um ambiente de caráter artesanal. O painel de instrumentos digital e as telas relacionadas às câmeras que substituem os retrovisores convencionais preservam uma abordagem contemporânea, enquanto uma tela adicional atende ao passageiro dianteiro. Há também uma estação de maquiagem integrada ao compartimento do passageiro, com espelho iluminado e espaços dedicados a cosméticos. Na parte traseira, um refrigerador retrátil foi incorporado ao console central para acomodar uma garrafa de champanhe e quatro taças especiais. Esses detalhes refletem a orientação particular do projeto: não se trata apenas de um esportivo de aparência radical, mas de um Gran Turismo concebido para oferecer conforto e exclusividade aos ocupantes.

O nome também carrega um significado familiar. A letra D faz referência às filhas de Carlos Peralta e à palavra italiana donne, que significa mulheres. O projeto dá sequência ao Peralta S, apresentado em 2025 e desenvolvido para homenagear os filhos do colecionador. Naquele automóvel, baseado no Maserati MC20, a GFG Style explorou uma carroceria de alumínio polido e superfícies espelhadas; agora, a escolha do cobre permite investigar outra expressão material, com uma tonalidade mais quente e uma presença visual distinta. Os dois veículos demonstram a intenção de criar automóveis exclusivos que preservem uma linguagem estilística comum, mas ofereçam personalidades próprias, vinculadas às preferências e à história da família que os encomendou.

Em relação à mecânica, a GFG Style confirma que o Peralta D utiliza componentes de alto nível derivados do Maserati GranTurismo, com chassi de alumínio e estrutura de fibra de carbono. Entretanto, o estúdio não divulgou a configuração exata do motor, a potência, o torque, a aceleração ou a velocidade máxima desta unidade especial. Embora o GranTurismo de produção utilize um V6 biturbo de 3.0 litros em suas versões a combustão, não é possível atribuir automaticamente ao Peralta D os mesmos números de desempenho sem confirmação oficial. O fabricante classifica o projeto como um automóvel a combustão e um one-off, ou seja, uma criação única, sem anúncio de produção em série.

O Peralta D representa, assim, uma expressão particularmente artesanal do design automotivo contemporâneo. Em um momento no qual a indústria concentra grande parte de seus esforços na eletrificação, na digitalização e na eficiência, a criação de Fabrizio Giugiaro chama a atenção por valorizar a matéria-prima, a habilidade manual e a identidade visual. Seu maior diferencial não está em números de potência ainda não divulgados, mas na maneira como cobre, vidro espelhado, fibra de carbono e mecanismos de abertura incomuns se unem em uma peça automotiva irrepetível. É um exercício de design que recupera o espírito experimental dos anos 1970 sem se limitar à nostalgia, reafirmando a capacidade da escola italiana de transformar um automóvel em objeto de expressão artística.