2002 - BMW Z8 ROADSTER SCHWARZ II
O BMW Z8 pode ser considerado como um dos grandes roadsters fabricados no mundo. A primeira ideia do que viria a ser o Z8 foi o conceito Z7, mostrado em 1997 e que homenageava o BMW 507 pelo 50º aniversário.
Após a criação do Z7, a BMW quis aguardar a recepção do modelo nos Salões Internacionais de Tóquio em 1997 e de Detroit em 1998. A expectativa foi mais do que atingida e ficou resolvido que o Z7 iria para as ruas em uma edição limitada. Basicamente a BMW mudou alguns detalhes no concept e o chamou de Z8. Foi prevista a fabricação de 5.000 unidades do novo modelo.
Tanto o design do concept quanto do carro de produção eram fantásticos e os detalhes que foram modificados eram apenas para tornar a produção mais viável e o carro mais eficiente para o uso regular nas ruas. As entradas de ar no Z8 eram maiores com o para-brisa mais alto para reduzir a turbulência no interior e melhorar a estabilidade aerodinâmica.
Em relação ao concept, a elevação na carroceria, atrás da cabeça do motorista, foi eliminada e deu lugar a dois santantônios, um para cada ocupante. O volante, que originalmente tinha quatro raios metálicos, ficou com três, mas manteve o desenho praticamente idêntico. No mais, tudo foi mantido – como o painel pintado na cor do carro, com instrumentos centralizados para manter a limpeza visual do interior; os repetidores dos piscas na lateral que eram embutidos nas falsas entradas de ar e eram invisíveis até acenderem; os tubos de neon nas lanternas traseiras e até mesmo as rodas conservaram o mesmo desenho.
O motor também foi mantido: um V8 de 4.9 litros do BMW M5 E39. No conceito o motor foi preparado para produzir 440 cv que permitiam uma aceleração de 0 a 100 km/h em 4,2 segundos, com a velocidade máxima limitada a 250 km/h. Para o Z8, as especificações do M5 foram mantidas: 400 cv e 500 Nm de torque, acoplado a uma transmissão manual de seis velocidades, sem opção de câmbio automático.
O roadster de 1.585 kg era fabricado todo em alumínio, tanto o monobloco como a carroceria, e tinha o motor posicionado atrás do eixo dianteiro para melhorar a distribuição de peso. Tudo isso aliado a uma suspensão independente derivada do Série 5 E39, permitia uma ótima estabilidade.
A BMW sabia que o Z8 se tornaria um clássico, e para garantir esta afirmação e promover o Z8 entre os colecionadores de todo o mundo, declarou que forneceria peças de reposição suficientes para 50 anos de manutenção.
Um dos fatores que estimularam o status de clássico do Z8, foi o seu protagonismo no filme “007: O Mundo não é o Bastante” (The World is Not Enough, 1999).