2027 - GEELY XINGYUE L PLUS
A Geely acaba de dar um importante passo na evolução de seu SUV de maior destaque no mercado chinês com a apresentação do novo Xingyue L Plus 2027, modelo que representa a segunda geração do Xingyue L e que, em mercados internacionais, está relacionado ao conhecido Geely Monjaro. Revelado oficialmente na China em 5 de setembro de 2026, o novo utilitário esportivo cresce consideravelmente em relação ao antecessor e passa a ocupar uma posição mais próxima dos SUVs médios-grandes, combinando motores a combustão e um sistema híbrido convencional i-HEV, sem necessidade de recarga externa. A apresentação confirmou boa parte das especificações técnicas, embora preço e data exata de comercialização ainda não tenham sido divulgados.
A primeira grande transformação está justamente nas dimensões. Com 4.955 mm de comprimento, 1.960 mm de largura, 1.769 mm de altura e 2.900 mm de entre-eixos, o Xingyue L Plus cresceu aproximadamente 160 mm no comprimento e 55 mm na distância entre os eixos em relação ao Xingyue L atual. A configuração permanece de cinco portas e cinco lugares, mas as novas proporções permitem um habitáculo mais espaçoso e colocam o modelo em uma faixa de mercado na qual começa a competir com SUVs consideravelmente maiores.
O desenho também abandona parte da aparência mais conservadora do Xingyue L anterior. A dianteira é dominada por uma ampla assinatura luminosa, enquanto os faróis e elementos aerodinâmicos são integrados a uma carroceria de superfícies mais limpas. A traseira segue a atual tendência da Geely de utilizar lanternas horizontais conectadas por uma barra luminosa, e o conjunto procura transmitir uma imagem mais sofisticada e tecnológica. O resultado é um SUV visualmente mais imponente, coerente com a nova posição de ‘flagship’ que o fabricante pretende atribuir ao Xingyue L Plus.
Na mecânica, a Geely escolheu oferecer duas alternativas. A primeira utiliza um motor 2.0 turbo a gasolina, identificado como BHE20-PFZ, com 213 kW de potência bruta e 205 kW de potência líquida, equivalentes a aproximadamente 278 cv líquidos, além de velocidade máxima de 210 km/h. A segunda é o sistema 2.0 i-HEV, que combina o motor a combustão BHE20-EFZ de 1.999 cm³, com 160 kW brutos e 155 kW líquidos, a um sistema elétrico e bateria de tração. Trata-se de um híbrido convencional: não há tomada para recarga externa, e a bateria é abastecida pelo próprio sistema de recuperação e pelo motor térmico.
Essa opção híbrida é particularmente importante porque amplia a estratégia de eletrificação da Geely sem exigir do proprietário a infraestrutura de um veículo elétrico ou híbrido plug-in. A bateria utiliza células de lítio ternário, enquanto o conjunto foi concebido para alternar automaticamente entre propulsão elétrica, combustão e funcionamento combinado conforme as condições de condução. A Geely posiciona o sistema como uma alternativa voltada à eficiência sem abrir mão da autonomia proporcionada pelo tanque de combustível.
A tecnologia embarcada é outro dos grandes destaques do Xingyue L Plus. O SUV recebe o sistema operacional Flyme Auto, desenvolvido em parceria com a Meizu, e uma arquitetura eletrônica muito mais poderosa. Entre os componentes divulgados está o processador Qualcomm Snapdragon 8295, destinado a controlar a nova geração do sistema multimídia e dos serviços digitais. O modelo também utiliza uma arquitetura eletrônica de maior capacidade, permitindo atualizações remotas e integração mais profunda entre veículo, smartphone e sistemas de assistência ao condutor.
O destaque visual do habitáculo é uma enorme tela panorâmica de aproximadamente 30 polegadas, que atravessa grande parte do painel e reúne instrumentação, sistema multimídia e outras funções. A proposta leva a filosofia de ‘cockpit digital’ a um nível bastante elevado para um SUV dessa categoria. O ambiente também aposta em materiais mais sofisticados, bancos de desenho envolvente e uma série de recursos de conforto destinados a posicionar o Xingyue L Plus acima do modelo atual.
No campo da condução assistida, o novo Geely incorpora uma série de sensores e sistemas de percepção avançada, incluindo LiDAR instalado no teto. O equipamento trabalha em conjunto com câmeras, radares e sensores ultrassônicos para ampliar a capacidade de percepção do veículo e oferecer funções avançadas de assistência à condução e estacionamento. A adoção do LiDAR é particularmente significativa porque demonstra como a Geely pretende aproximar seus SUVs de tecnologias que até pouco tempo atrás estavam restritas a modelos elétricos chineses de preço muito superior.
Outro aspecto interessante é que o Xingyue L Plus não rompe completamente com a fórmula que tornou seu antecessor bem-sucedido. A atual geração do Xingyue L já utiliza a arquitetura CMA da Geely, desenvolvida dentro do ecossistema que também envolve Volvo e outros fabricantes do grupo, e oferece soluções como sistemas avançados de assistência, suspensão sofisticada e motores turbo. O novo Plus leva essa receita a um nível superior, aumentando dimensões, tecnologia e percepção de luxo.
O Xingyue L Plus 2027 é, portanto, muito mais do que uma simples atualização do atual Xingyue L. A Geely aumentou suas dimensões, sofisticou a arquitetura eletrônica, acrescentou LiDAR e uma nova geração de recursos digitais e, ao mesmo tempo, manteve uma alternativa convencional a gasolina ao lado do híbrido autorrecarregável. É uma combinação bastante representativa do atual momento da indústria chinesa: um SUV de grandes dimensões, motores relativamente tradicionais e uma quantidade impressionante de tecnologia digital e sistemas inteligentes.
E há uma curiosidade que torna o modelo ainda mais interessante: enquanto o primeiro Xingyue L ajudou a consolidar a presença internacional da Geely através do Monjaro, o novo Xingyue L Plus parece ter sido concebido para levar essa fórmula a um nível superior. Se a Geely decidir exportá-lo com poucas alterações, teremos diante de nós um SUV de quase cinco metros, com 2.90 metros de entre-eixos, motor 2.0 turbo ou híbrido, enorme tela de aproximadamente 30 polegadas e LiDAR - uma combinação que há poucos anos seria impensável nessa faixa de mercado.