A Cooper Car Company é um fabricante britânico de veículos esportivos e de corrida fundado em dezembro de 1947 por Charles Cooper e seu filho John Cooper, em uma pequena garagem em Surbiton, Surrey. Junto com o amigo de infância de John, Eric Brandon, eles iniciaram a construção de carros de corrida simples e acessíveis para entusiastas, utilizando componentes excedentes da era pós-Segunda Guerra Mundial, como chassis de FIAT Topolino e motores de motocicletas JAP. O primeiro modelo, o Cooper 500, para a fórmula de 500 cc (F3), revolucionou o esporte ao posicionar o motor na traseira por praticidade, o que melhorou o equilíbrio e o desempenho, levando a vitórias em corridas como a de Gransden Lodge em 1946. Esse design pioneiro atraiu pilotos como Stirling Moss e Bernie Ecclestone, tornando a Cooper o maior construtor de carros de corrida pós-guerra para amadores.
Nos anos 1950, a empresa expandiu para Fórmula 2 com o Cooper Bristol (frente-motor), pilotado por lendas como Juan Manuel Fangio e Mike Hawthorn, e competiu em Grandes Prêmios sob regulamentos F2. A virada veio em 1957-1959 com os modelos traseira-motor como o T43 e T51, equipados com motores Coventry Climax. Stirling Moss venceu o GP da Argentina de 1958 e Maurice Trintignant o de Mônaco, iniciando a ‘revolução traseira-motor’ na F1. Em 1959, Jack Brabham conquistou o primeiro título mundial de pilotos com um Cooper T51, seguido pelo bicampeonato em 1960 com o T53, ao lado de Bruce McLaren, garantindo também os títulos de construtores. A Cooper competiu em 129 GPs até 1968, com 16 vitórias, 11 poles e 14 voltas mais rápidas. No entanto, rivais como Lotus, Ferrari e BRM superaram a tecnologia simples da Cooper, e o declínio acelerou com um acidente grave de John em 1963 e a morte de Charles em 1964. A equipe foi vendida ao Chipstead Group em 1965, mudando para Byfleet, e encerrou na F1 em 1968.
Além da F1, a Cooper influenciou veículos esportivos de rua via parceria com a British Motor Corporation (BMC). Em 1961, John Cooper modificou o Mini de Alec Issigonis, criando o Mini Cooper com motor mais potente (997 cc, 55 cv), freios maiores e tração dianteira ágil, que dominou rallys, vencendo o Monte Carlo em 1964, 1965 e 1967, e o Campeonato Europeu de Rally. Produzido até 1971, o Mini Cooper vendeu milhões e se tornou ícone cultural, como no filme ‘The Italian Job’. Após o fim da produção original, o nome Cooper foi licenciado à BMW em 2000 para versões de alto desempenho da nova MINI, como John Cooper Works (JCW), preservando o legado de inovação e diversão ao dirigir.
A história da Cooper reflete o espírito empreendedor britânico no automobilismo, transformando uma garagem em pioneira global, com impacto duradouro em designs de corrida e veículos esportivos acessíveis.