A Group Racing Developments, mais conhecida como GRD, foi um fabricante britânico de carros de corrida que operou entre 1971 e 1975, com sede em Griston, Norfolk. Fundada por ex-funcionários da Lotus Cars, como Mike Warner, Dave Baldwin, Derek Wild e Gordon Huckle, a GRD surgiu para preencher a lacuna deixada pela Lotus após o fechamento de sua divisão de carros de corrida para clientes. A empresa contava com a expertise de engenheiros experientes e do designer Jo Marquart, também ex-Lotus, e tinha como objetivo produzir monopostos para competições como Fórmula 2, Fórmula 3, Fórmula Atlantic e a categoria Sports 2000.
Os carros da GRD eram baseados em monocoques de alumínio com subestruturas tubulares, suspensão convencional e carrocerias de design em cunha, características que os tornavam fáceis de configurar e amigáveis para pilotar. Em 1972, a GRD alcançou sucesso notável na Fórmula 3, com Roger Williamson vencendo o campeonato Shell/Motor Sport International e outras competições britânicas, como a Shell Super Oil British F3 Championship. Modelos como o GRD 372 e 373 foram bem recebidos, embora o 373 enfrentasse críticas por problemas de rigidez no chassi, corrigidos posteriormente.
Apesar do sucesso inicial, a GRD enfrentou dificuldades. A empresa não mantinha uma equipe de fábrica própria, dependendo de equipes clientes, o que limitava seu controle sobre o desempenho. Além disso, o foco na Fórmula 2 resultou em menos desenvolvimento para a Fórmula 3, e a crise do petróleo de 1973 impactou severamente a indústria britânica de carros de corrida. Em 1974, as vendas caíram, e a GRD encerrou a produção de novos veículos no final daquele ano. Em 1975, a operação foi assumida pela Van Diemen, que adquiriu os projetos da GRD, incluindo o modelo 375 de Fórmula 3, que serviu de base para seus próprios carros.
A GRD deixou um legado de carros competitivos, especialmente na Fórmula 3, mas sua curta existência reflete os desafios econômicos e logísticos enfrentados por pequenos fabricantes na década de 1970.