A CADILLAC É MAIS DEPENDENTE DA CHINA DO QUE NUNCA
O ano de 2019 não foi tão bom para a Cadillac. A marca de luxo da General Motors se encontra imersa em um autêntico processo de renovação interna. O fabricante americano está trabalhando a pleno vapor na atualização de sua linha e na introdução de novos modelos. Por exemplo, a empresa está ultimando os detalhes para introduzir o seu primeiro carro elétrico de produção em série com o qual dará o tiro de largada para sua transição para a mobilidade elétrica.
Esta situação de modelos que estão saindo, outros que estão chegando e outros que pediam aos gritos uma atualização, teve um efeito direto sobre as vendas da Cadillac. Em termos de vendas, em 2019 os emplacamentos da Cadillac alcançaram 395.000 unidades, o que comparado com o ano anterior significou um leve retrocesso de 4%. A queda foi mínima, portanto podemos dizer que estamos diante de um exercício praticamente ‘plano’ para a marca americana.
Se nos aprofundarmos nos números de vendas percebemos um detalhe interessante. A Cadillac é mais dependente do que nunca da China. Isso porque dos quase 400.000 emplacamentos globais, 55% aconteceram na China, enquanto que 43% corresponderam aos Estados Unidos e Canadá. Os 2% restantes foram divididos entre outros mercados onde a Cadillac está presente.
Que a China é o primeiro mercado para a Cadillac não é algo novo. Neste caso, no entanto, se não fosse pelo resultado conseguido no gigante asiático, a marca teria sofrido um autêntico golpe no que diz respeito às vendas durante o ano passado. De acordo com os dados fornecidos pela Associação Chinesa de Fabricantes de Automóveis (CAAM por suas siglas em inglês), as vendas da Cadillac na China em 2019 alcançaram 213.717 unidades, 3.9% a mais que em 2018.
Com relação aos modelos, só dois fecharam o ano passado no positivo. Trata-se do Cadillac XT4 com 84.000 unidades (+254%) e o Cadillac CT6 com 32.000 exemplares (+11%).