A ESTRATÉGIA DA FIAT CHRYSLER ABANDONAR O SEGMENTO B PARECE QUE NÃO ESTÁ FUNCIONANDO
Uma das grandes apostas de Sergio Marchionne para a Fiat Chrysler Automobiles no mercado europeu, foi a decisão de abandonar o segmento B. O falecido chefe máximo do grupo ítalo-americano acreditava que só a Volkswagen estava em condições de vender carros de tamanho pequeno no mercado europeu e atribuía isso à capacidade do grupo alemão utilizar com sucesso suas plataformas modulares compartilhadas.
Devido a esta decisão, a Fiat Chrysler Automobiles foi abandonando de forma paulatina o segmento B, com a saída sem sucessores dos Fiat Punto e Alfa Romeo MiTo. A única exceção à regra foi o Lancia Ypsilon, um caso especial dentro da FCA, já que o modelo ficou restringido somente ao mercado italiano, onde é atualmente muito bem sucedido, embora já esteja há oito anos no mercado.
A saída da Alfa Romeo do segmento B, após o MiTo ter cessado sua produção no ano passado, parece ter sido o golpe de misericórdia para a marca italiana. Os números de vendas indicam que neste ano de 2019, a Lancia já vende mais carros só na Itália que a Alfa Romeo em toda a Europa.
Por mais absurdo que pareça, a Lancia, que só tem um modelo em sua linha e só é vendido em seu país de origem, vendeu no primeiro semestre deste ano de 2019 mais de 34.000 veículos, enquanto que a Alfa Romeo no mesmo período entregou pouco mais de 29.000 unidades em toda a Europa.
Fiat e Alfa Romeo sempre brilharam dentro do segmento B ao longo de sua história e o plano delineado por Marchionne parece que não está funcionado. O novo CEO da Fiat Chrysler Automobiles, Mike Manley, possui uma visão muito diferente e sabemos que a futura linha Fiat será mais completa do que se supunha, inclusive até com um possível sucessor para o Fiat Punto.
Será preciso ver primeiro quais são os planos de Manley para a Alfa Romeo, mas a linha atual só conta com dois modelos novos, os Giulia e Stelvio, enquanto que o veterano Giulietta se mantém com vida baseado em edições especiais e ofertas, enquanto que do 4C apenas são vendidas uma centena de unidades ao ano.