A NOVA LINHA DE PRODUÇÃO REVOLUCIONÁRIA DA HONDA
Renovando um conceito profundamente enraizado na indústria automobilística em termos de produção, agora a Honda procura revolucionar a ideia de linha de montagem como era conhecida até aqui. A expectativa da marca japonesa é revolucionar os conceitos de produção automobilística, com uma solução implementada na fábrica de Prachinburi, na Tailândia, assumindo a designação de ARC (Assembly Revolution Cell), algo que pode ser traduzido como ‘Célula de Montagem Revolucionária’.
De acordo com a Honda, esta reinterpretação do conceito de linha de montagem para produção em série permite incrementar a eficiência de produção, graças a uma solução que é apontada como capaz de gerar maior fluidez de montagem (‘célula de fluxo’). A ideia passa pela adoção de engenheiros-técnicos de montagem que se responsabilizam por partes únicas e independentes da montagem dos veículos sem precisar se deslocar.
Ao invés de uma linha de montagem convencional onde os empregados são colocados ao lado do veículo para aplicação das peças, neste caso, existe uma divisão em equipes de quatro elementos que ‘sobem’ a bordo do veículo e montam os componentes necessários, com cada um dos elementos instalando mais componentes, mas sem terem que se movimentar acompanhando o automóvel.
Para a implementação dessa ideia, a Honda aposta em conceitos como o ‘Poka-yoke’ (à prova de erros), ‘Jidoka’ (automação com um toque humano) e ‘Just-in-Time’ (apenas os componentes necessários estão disponíveis nos momentos exigidos), sendo que os quatro elementos de cada equipe - treinados especificamente para a ocasião - tendem a montar mais componentes, de forma mais rápida e sem erros. Os veículos e os funcionários vão ‘deslizando’ numa plataforma móvel, não tendo assim a necessidade de efetuarem longas deslocações a pé pela linha de montagem.
O primeiro modelo resultante deste tipo de produção será o Civic de décima geração para o mercado asiático com o volante à direita.