A SSANGYONG ESTÁ DE OLHO NA CHINA E SE AFASTA DOS ESTADOS UNIDOS
A Mahindra & Mahindra é a proprietária da SsangYong desde que resgatou a empresa da falência em 2011. A SsangYong é o quarto fabricante de automóveis da Coreia em tamanho, mas trabalha com volumes pequenos (144.764 veículos em 2015) e não é rentável. Crescer para alcançar essa rentabilidade e aumentar sua presença na China parece ser a solução aos olhos de Pawan Goenka, diretor executivo da Mahindra.
A Mahindra tenta durante anos desembarcar nos Estados Unidos, mas os problemas têm sido muitos e alguns anos depois, a marca comercializa somente tratores em território norte-americano. Há pouco tempo também, sonhava com a entrada da SsangYong nos Estados Unidos, mas agora parece que a marca coreana prefere concentrar-se em mercados já existentes, onde a expansão é mais simples.
Para entrar no mercado dos Estados Unidos, a SsangYong teria que criar desde o zero uma rede de distribuição, além de trabalhar fortemente a imagem da marca. Nesse aspecto, na China o trabalho já está feito, uma vez que a SsangYong já comercializa seus carros no país asiático há algum tempo. Fabricar veículos na China para o mercado local poderá ser uma das vias de crescimento para a SsangYong, uma vez que dessa forma a empresa poderá oferecer seus carros a preços mais competitivos.
Em 2014 a SsangYong vendeu na China 11.976 unidades, embora em 2015 as vendas no país asiático tenham despencado para 2.460 unidades, um número ridículo comparado com os 24,6 milhões de carros vendidos no país. Apesar dessa queda e da crise na Rússia, que absorvia 20% das exportações da marca, a SsangYong conseguiu em 2015 superar, por pouco, as vendas globais do ano anterior.
A SsangYong deverá encontrar diversos desafios difíceis para sua aposta na China. Por um lado, a maioria dos fabricantes globais já mantém joint-ventures criadas com sócios chineses, o que poderia dificultar encontrar um parceiro. Ao mesmo tempo, dada uma capacidade excedente de produção na China, não é tão fácil como antes receber autorização do governo para associar-se com um fabricante local e começar a produzir. Apesar de todas as adversidades, a SsangYong ainda acredita na China.
Entretanto, a ideia de entrar no competitivo mercado norte-americano não desaparece dos planos da SsangYong, embora perca fôlego e seja adiada até surgir uma melhor estratégia comercial. Para começar, é necessário ter um modelo que cumpra com os requisitos de homologação nos EUA e isso atrasaria demais os planos de crescimento da empresa.