ADEUS MASERATI GHIBLI: O SEDAN ITALIANO SAIRÁ DE PRODUÇÃO EM 2023
As marcas de luxo asiáticas, americanas e italianas são conscientes que competir na categoria premium que é dominada pelas alemãs é uma missão complicada. Algumas decidiram abandonar e outras decidiram arriscar-se com modelos desenvolvidos especialmente para os europeus, e aos alemães em particular. Os segmentos D, E e F são particularmente difíceis, por isso que as decisões devem ser muito cuidadosas.
Tanto é que um sedan e um SUV são imprescindíveis para se manter em pé com um mínimo de garantias. No entanto, há um caso especialmente chamativo: o Maserati Ghibli. A marca do tridente decidiu que este modelo não terá uma nova geração no final de sua vida comercial que terminará em 2023, de modo que o modelo de acesso à linha do fabricante italiano dirá adeus. Uma decisão que envolve um importante risco, mas que também conta com motivos que justificam esta estratégia.
O principal chama-se Maserati Grecale. A marca investiu uma grande quantidade de dinheiro neste novo SUV, confiando plenamente em suas possibilidades e apontando diretamente ao Porsche Macan, marca que não conta com um sedan do mesmo segmento. Mas, por outro lado, deixa o caminho completamente livre ao trio alemão dominador da categoria, cujos sedans seguem tendo aceitação e competindo entre os clientes.
É claro que já não movimentam as mesmas cifras de vendas dos SUVs, mas ainda assim são clientes muito tradicionais que acabaram não sucumbindo diante do poderoso impulso destes modelos mais altos, contando ainda com um importante mercado. Uma briga acirrada em que a coreana Genesis acabou de entrar oferecendo as duas carrocerias, inclusive também uma perua esportiva e elegante para o segmento D.
O Maserati Ghibli é um modelo que não aparecia entre os planos adiantados pela marca italiana porque somente eram mostrados os previstos até 2023, embora tenha recebido um facelift em 2020. No ano de 2023 o modelo terminará seu ciclo de vida comercial, depois de uma década no mercado, de modo que sua renovação estava prevista para a segunda metade da década. Após meses de estudo, fontes internas consultadas apontaram que não existe uma nova geração a chegar. Pelo menos não como um modelo a combustão, sem confirmar tampouco se será transformado em um elétrico que amplie a oferta dos Folgore.