AUDI JÁ ESTÁ TRABALHANDO NO NOVO A2
O Audi A2 original foi lançado em 1999 e não foi precisamente um sucesso na época, uma vez que o mercado não estava preparado para aquele tipo de veículo. A partir de agora, este conceito mudará e se centrará no segmento de veículos urbanos, compactos de tamanho reduzido e ampla mobilidade.
Seus rivais diretos serão o Fiat 500, o Smart ForFour e o Opel Adam, enquanto que a versão elétrica deverá brigar com o BMW i3, o Renault Zoe e o Nissan Leaf. Medirá menos de quatro metros e se posicionará atrás do Audi A1, algo não habitual no line-up da marca de Ingolstadt, onde as denominações surgem em função do tamanho.
O novo modelo da Audi está atualmente em uma fase inicial de desenvolvimento na planta da empresa na Alemanha. Adotará uma versão modificada da plataforma de tração dianteira NSF do grupo VW, a qual já utilizam o Volkswagen Up, o Seat Mii e o Skoda Citigo. Essa plataforma já evoluiu para aceitar baterias como parte do desenvolvimento do Volkswagen e-Up.
Se voltarmos ao ano de 2011, veremos que a Audi já havia apresentado seus planos para uma segunda geração do A2. O Audi A2 Concept já adiantava uma alternativa elétrica, porém o projeto foi abandonado em 2013 depois da própria marca declarar que os altos custos da tecnologia de baterias de íons de lítio tornavam o projeto inviável naquela época.
O Salão do Automóvel de Paris foi a vitrine escolhida pela Audi para apresentar o sucessor do A2, que deverá ter por volta de 3.550 mm de comprimento, o que significa uma redução de 400 mm em relação ao A1. Por outro lado, será oferecido em uma versão de três portas e um versátil hatch de cinco portas, enquanto que se estuda a opção de oferecê-lo também com uma versão Allroad, com uma maior altura livre do solo.
Em relação à motorização do novo Audi A2, a marca alemã descartou inicialmente as opções a diesel devido ao alto custo das tarefas de recirculação de gases e o filtro de partículas. Esta mesma preocupação com os custos também descarta uma possível versão híbrida, segundo afirmaram fontes da Audi. Portanto, sobra o motor tricilíndrico turbo a gasolina de 1.0 litro, acompanhado de uma alternativa elétrica alimentada por baterias de íons de lítio. Este último compartilhará toda a parte dinâmica com o e-Up.