AUDI PODERÁ TER UM MODELO ‘FUEL CELL’ NO MERCADO EM 2021
O futuro dos automóveis é elétrico, pelo menos é isso o que sugere o crescente investimento da indústria automobilística nessa tecnologia. A Audi não é exceção e vem apresentando várias propostas eletrificadas, como o elétrico Audi e-tron ou as versões híbridas plug-in do Audi Q5, A6, A7 e A8.
Essa aposta nos elétricos é a grande prioridade da marca de Ingolstadt, fazendo com que alternativas como o hidrogênio fiquem cada vez mais arrumadas na prateleira. Mas isso não quer dizer que a Audi tenha se esquecido dos ‘fuel cell’ como alternativa aos motores térmicos.
Quem diz isso é Bram Schot, presidente da junta de administração da Audi, que garantiu no Salão de Genebra que a Audi intensificará esforços em torno dessa tecnologia na Ásia e na Europa. “Decidi isso na semana passada e agora vamos dar mais prioridade à célula de combustível (fuel-cell)”, afirmou Schot ao pessoal da publicação ‘Cnet’.
A maioria dos fabricantes colocou todas as suas fichas nos automóveis elétricos, mas a verdade é que são esses mesmos elétricos que podem obrigar as marcas a olharem novamente para o hidrogênio. A culpa é da escassez de matéria-prima para produzir as baterias necessárias para os automóveis elétricos.
“No final das contas, as baterias não são suficientes, se você quer ir até o final, precisará das células de combustível”, adiantou Bram Schot.
Assim, a Audi resolveu aumentar o investimento nessa tecnologia para acelerar o desenvolvimento de uma proposta movida a hidrogênio que deverá se materializar em um protótipo ‘fuel-cell’ que, de acordo com Schot, “será lançado em algum momento de 2019”.
Esse protótipo, que poderá ser revelado em setembro, durante o Salão de Frankfurt, estará na base de um modelo de hidrogênio que será produzido em pequena escala em 2021.
Audi H-Tron Quattro Concept
Passaram três anos desde que a Audi revelou o H-tron Quattro Concept no Salão de Detroit 2016. Trata-se do primeiro modelo a hidrogênio da marca, concebido na plataforma MLB, e contava com dois propulsores elétricos por eixo que produziam uma potência combinada de 272 cv e 550 Nm de torque máximo.
Precisava de apenas quatro minutos para abastecer o tanque de hidrogênio e tinha uma autonomia por volta dos 600 quilômetros, número bastante impressionante em relação à autonomia anunciada pela grande maioria dos automóveis elétricos atualmente.
Na época, Stefan Knirsch, que na época era diretor de desenvolvimento técnico da Audi, defendeu essa tecnologia e assegurou que a marca alemã lançaria no mercado modelos a hidrogênio em paralelo com modelos totalmente elétricos, mas isso nunca chegou a acontecer. Knirsch deixou a empresa no final de 2016 devido ao caso denominado ‘Dieselgate’.