AUTOPILOT DA TESLA ESTÁ SOB INVESTIGAÇÃO DEPOIS DO PRIMEIRO ACIDENTE FATAL
Desde 2015, a Tesla tem incorporado em seus veículos o conhecido Autopilot, um sistema de condução semi-autônoma, que permite ao veículo realizar algumas funções por si só. Desde o seu lançamento já causou um pouco de polemica, chegando inclusive a ser proibido em Hong Kong depois de vários acidentes. Desta vez a coisa é mais grave, já que pela primeira vez morreu uma pessoa em um acidente com o Autopilot ativado.
Joshua Brown, um homem de 45 anos da Florida, seguia ao volante do seu Tesla Model S de 2015 com o Autopilot funcionando, quando um caminhão com reboque cruzou o seu caminho. Brown não teve tempo de reação e o Autopilot tampouco pôde detectar o obstáculo nem evitar o acidente. A Tesla acredita que o problema aconteceu, pelo fato da lateral do reboque ser da cor branca, e não houve elementos que refletissem a luz e os sistemas não puderam detectá-lo a tempo.
A Tesla desde que soube do acidente se solidarizou com a família da vítima e seguem defendendo sua tecnologia. Segundo eles, foram percorridos mais de 209 milhões de quilômetros com o Autopilot, sendo a primeira morte nessas circunstâncias. A estatística mostra que em situações normais existe uma vítima fatal a cada 151 milhões de quilômetros percorridos.
A Tesla sempre disse que sua tecnologia não é infalível e que necessita da atenção do condutor e uma boa utilização do sistema. Pode ser que não foi culpa diretamente do Autopilot da Tesla e tampouco do condutor, mas a NHTSA (organismo encarregado da segurança das estradas nos Estados Unidos) decidiu agir sobre o assunto, abrindo uma investigação para determinar as circunstâncias do acidente.