BUGATTI AFIRMA QUE NÃO TENTARÁ BATER O RECORDE DE VELOCIDADE COM O CHIRON
Quando em novembro do ano passado a Koenigsegg anunciou que tinha fixado o recorde de velocidade para automóveis de produção nos 447.6 km/h com o Agera RS, todos imaginaram que era uma questão de tempo até a Bugatti responder a esse ataque com o Chiron. Afinal o fabricante sueco tinha acabado de destronar o recorde de 431 km/h do Bugatti Veyron Super Sport que datava de 2010. Mas isso não vai acontecer, pelo menos por enquanto.
Quem diz isso é Stephan Winkelmann, CEO da Bugatti, que em declarações aos americanos da Motor Trend revelou que “para mim, uma tentativa de chegar à velocidade máxima não está nos planos”. “Para mim, a performance tem muitos aspectos, e o Chiron além de ser um hipercarro é um carro que cobre bem mais áreas do que outros esportivos”, acrescentou.
Levando em conta que já se passaram quase três anos desde que o Bugatti Chiron foi apresentado no Salão de Genebra 2016, não podemos dizer que é surpresa esse anúncio, até porque a mais recente versão do Chiron, o Bugatti Divo, sacrifica a velocidade máxima em detrimento dos apoios aerodinâmicos e da velocidade em curvas. Entretanto, certamente muita gente ficou um pouco desiludida, afinal essa era a briga que todos os entusiastas de automóveis gostariam de ver.
Ainda assim, é bom lembrar que chegou a haver um duelo entre esses dois monstros, o registro de 0-400-0 km/h. O primeiro a mostrar o serviço foi o Bugatti Chiron, com o piloto colombiano Juan Pablo Montoya fixando o novo recorde para esse exercício nos 41.96 segundos e 3.112 metros (aqui). Mas essa marca durou menos de um mês. Acontece que Niklas Lilja conseguiu fazer o mesmo com o Koenigsegg Agera RS em apenas 36.44 segundos e 2.441 metros (aqui).
Lembrando que o Bugatti Chiron conta com um motor quad-turbo W16 de 8.0 litros que produz 1.500 cv de potência e 1.600 Nm de torque máximo. A marca francesa fabricará um total de 500 exemplares, cada um com um preço base rondando os 2.5 milhões de euros.