BUGATTI W16 MISTRAL VINCERO BY MANSORY (2026): A DESPEDIDA DO W16 EM UMA INTERPRETAÇÃO AINDA MAIS RADICAL
A Mansory escolheu um dos mais exclusivos Bugatti da história para criar sua mais recente obra de personalização extrema. Batizado W16 Mistral Vincero, o projeto apresentado em 2026 transforma o derradeiro roadster equipado com o monumental motor W16 em uma peça única, marcada por uma carroceria ainda mais agressiva, abundância de fibra de carbono e uma identidade visual que remete diretamente à tradição do preparador alemão. O nome Vincero, que significa ‘vencerei’ em italiano e remete à famosa ária Nessun Dorma, também recupera uma denominação que a Mansory já havia utilizado em seus trabalhos anteriores sobre modelos Bugatti.
A base, naturalmente, já é extraordinária. O W16 Mistral foi concebido pela Bugatti como o último automóvel de produção da marca equipado com seu motor W16 e teve produção limitada a apenas 99 unidades, todas comercializadas antes mesmo de sua apresentação pública. Em julho de 2026, a Bugatti confirmou que o último exemplar havia deixado o Atelier de Molsheim, encerrando definitivamente a história do W16 em seus automóveis de rua.
Para o Vincero, a Mansory altera praticamente toda a aparência exterior. O roadster recebe novos componentes aerodinâmicos em fibra de carbono aparente, com destaque para o para-choque dianteiro redesenhado, splitter mais pronunciado, capô modificado, para-lamas com novas aberturas de ventilação, saias laterais e uma traseira de aspecto ainda mais dramático. A composição é acompanhada por grafismos contrastantes e rodas forjadas exclusivas, enquanto o difusor traseiro incorpora uma configuração de seis saídas de escape que enfatiza visualmente a brutalidade mecânica do conjunto. Segundo informações divulgadas sobre o exemplar, a estrutura monocoque original de fibra de carbono foi preservada.
No habitáculo, a filosofia é igualmente artesanal. Couro, Alcantara, fibra de carbono e detalhes personalizados foram combinados de acordo com as preferências do proprietário, criando um ambiente que deixa de ser simplesmente o interior de um Bugatti para assumir a condição de peça individual. É justamente essa possibilidade de personalização quase ilimitada que caracteriza os programas especiais da Mansory: cada automóvel procura representar a identidade de seu proprietário, em vez de seguir uma configuração padronizada.
A mecânica, por sua vez, permanece baseada no monumental W16 de 8.0 litros com quatro turbocompressores, na especificação definitiva de 1.600 cv utilizada pelo Mistral. O motor é associado à transmissão de dupla embreagem e à tração integral, enquanto a aerodinâmica foi cuidadosamente desenvolvida pela Bugatti para permitir ao roadster atingir 420 km/h. Em 2024, uma versão especialmente preparada do Mistral chegou ainda a 453.91 km/h, estabelecendo um recorde mundial de velocidade para um automóvel conversível.
O mais importante, entretanto, é o significado histórico do Vincero. A Mansory não escolheu simplesmente um superesportivo caro para aplicar sua conhecida fórmula de personalização: escolheu o último roadster equipado com o W16 da Bugatti, um automóvel que já nasceu como peça de coleção. O resultado é uma interpretação deliberadamente mais extravagante de um dos últimos grandes representantes da era dos motores de combustão de dimensões e complexidade quase inimagináveis. O W16 Mistral Vincero transforma, assim, uma despedida histórica em uma celebração ainda mais extravagante da engenharia que tornou o nome Bugatti sinônimo de desempenho extremo.
É uma criação que dificilmente pretende ser discreta. Ao contrário, o Vincero procura deixar claro, através da fibra de carbono exposta, das formas aerodinâmicas ampliadas e da presença visual agressiva, que mesmo um Bugatti praticamente intocável pode servir como ponto de partida para uma interpretação ainda mais exclusiva. E justamente por nascer no encerramento definitivo da era W16, esta criação da Mansory ganha uma importância especial: não é apenas um Mistral modificado, mas uma das mais radicais maneiras de celebrar o fim de uma das mais extraordinárias famílias de motores da história do automóvel.