CARRO DO GOOGLE TEVE 272 FALHAS DE SOFTWARE E QUASE 13 ACIDENTES
A tecnologia autônoma está a caminho, e vai revolucionar o mundo automobilístico, mas ainda existe um longo caminho a percorrer para que esta tecnologia tenha um funcionamento perfeito. Um dos modelos que mais tem sido falado é o carro autônomo do Google, o modelo do gigante americano que gera muita expectativa em todos. O carro ainda não é perfeito, e as falhas comprovam, uma vez que o carro autônomo do Google teve 272 e quase sofreu 13 acidentes entre setembro de 2014 e novembro de 2015, na Califórnia.
Os fiascos do modelo autônomo do Google surgem em um informe sobre a segurança dos veículos que a empresa tecnológica entregou ao Departamento de Veículos a Motor (DMV) da Califórnia. O carro do Google teria tido pelo menos 13 acidentes se os condutores que viajam dentro por motivos de segurança não houvessem intervido para impedi-lo. Além disso, o carro autônomo do Google teve 272 falhas no software, o que pode ter repercutido na segurança.
“Estamos constantemente testando, analisando e avaliando o desempenho do nosso software de diferentes maneiras”, afirmou em um comunicado Chris Urmson, diretor do projeto de veículos autônomos do Google.
Urmson lembrou que a frota de carros do Google já percorreu mais de dois milhões de quilômetros e não teve nenhum acidente, embora tivesse tido se não fosse a intervenção humana.
“Um dos indicadores que vigiamos de perto como um parâmetro importante do nosso progresso é a taxa do que chamamos contatos simulados”, ressaltou Urmson.
Explicou que esses contatos simulados são aquelas situações em que, quando se reproduz uma situação real no simulador do Google, os especialistas determinam que o veículo provavelmente tenha tido contato com outro objeto se o condutor do teste não houvesse assumido o controle do volante.
“O carro autônomo do Google quase teve 13 acidentes no período do informe da DMV, embora dois envolvessem cones de tráfego e três devido ao comportamento irresponsável de outro condutor”, afirmou o diretor.
Disse considerar encorajador que oito desses incidentes fossem registrados durante 85.295 quilômetros em três meses de 2014, mas somente cinco deles em 595.457 quilômetros em 11 meses de 2015, uma tendência que qualificou de boa. “Esperamos que a taxa desses incidentes siga descendendo”, afirmou.
Insistiu que embora ainda não estejam prontos para declarar que os veículos autônomos são mais seguros que o condutor humano médio, estão satisfeitos em seguir realizando um progresso sustentado até o dia em que possam convidar o público para testar seus veículos.
Além disso, Urmson lembrou que durante o primeiro semestre de 2015 os acidentes mortais aumentaram por volta de 15% em todos os Estados Unidos e cerca de 20% no estado da Califórnia, e mencionou que o número de mortos pode ter superado os 40.000 no exercício que acaba de terminar.
Embora o carro autônomo do Google ainda falhe, o diretor disse: “Os veículos autônomos têm o potencial de reduzir esses números porque eliminam a falta de atenção dos condutores e os erros que provocam milhares de choques, ferimentos e mortes”, e ainda lembrou que 94% dos acidentes são causados por um erro humano.