CHEGADA DO URUS NÃO PREJUDICARÁ O DNA DOS SUPERESPORTIVOS DA LAMBORGHINI
A chegada do novo Urus deverá catapultar as vendas da Lamborghini para números mais elevados, com a marca italiana esperando duplicar a sua produção para cerca de 7.000 veículos por ano.
Entretanto, em entrevista à agência Reuters, Stefano Domenicali, atual CEO da marca de Sant’Agata Bolognese, tranquiliza os fãs da marca, advertindo que o foco nos superesportivos não será perdido, mesmo que a sua produção deva ser limitada a 3.500 unidades. “Certamente não iremos abandonar o nosso DNA, que é produzir superesportivos”, garantiu Domenicali em declarações à Reuters.
Ou seja, as fichas em termos de vendas serão colocadas no Urus, cujo preço deverá ser por volta dos 200 mil euros em uma grande parte dos mercados quando for lançado em 2018, sendo que o restante da linha irá compor os previstos 7.000 modelos anuais. Domenicali deixa ainda em aberto a possibilidade de aumentar a produção do Urus caso a demanda assim o determine.
Segundo o italiano, “vamos dar o máximo dos máximos” para vender 3.500 ou mais SUVs, adiantando que o modelo quando chegar ao mercado, será uma grande mudança para a marca e também para o segmento, que espera a entrada em cena de uma quantidade maior de modelos e marcas de luxo, como a Rolls-Royce, Aston Martin, além das que já se encontram à venda, da Jaguar, Bentley e Porsche.
Para atender a previsível aceitação dos seus SUVs, a Lamborghini prevê o aumento da sua rede global de concessionários, de 132 para 160, sendo que uma boa parte dessa expansão acontecerá nos Estados Unidos, aquele que é o principal mercado para a marca.
Também está garantida a expansão da fábrica de Sant’Agata Bolognese, na Itália, onde será produzido o Urus, em um investimento que também foi possibilitado pelas garantias do Estado Italiano.
Por fim, em uma era em que cada vez se fala mais de tecnologia autônoma para a condução, Domenicali garantiu que na Lamborghini a “tecnologia tem que fazer parte da emoção”, especificando que “se você compra um Lamborghini você quer dirigi-lo… falamos de emoções”. Dessa forma, está prevista uma maior integração das tecnologias na condução, mas não o afastamento da possibilidade de conduzir da forma tradicional.