DAIMLER E BYD PLANEJAM NOVOS CARROS ELÉTRICOS PARA A CHINA
Apesar das mudanças que o governo da China possa fazer em relação à legislação da indústria automobilística, o gigante asiático desempenhará um papel protagonista no futuro da mobilidade sustentável. Na China se concentra grande parte das vendas de carros elétricos e os fabricantes de primeiro nível são conscientes disso. Praticamente todos eles já têm joint-ventures locais relacionadas com o desenvolvimento, produção e comercialização de veículos elétricos. A Daimler e a BYD são um exemplo disso.
Ambas as empresas iniciaram a Shenzhen Denza New Energy Automobile, uma joint-venture onde a Daimler e a BYD trabalham conjuntamente nesse campo. Recentemente Wang Chuanfu, CEO da BYD, declarou a um grupo de jornalistas locais, que estão analisando junto à Daimler, destinar ainda mais recursos à Denza, e com isso aumentar o número de modelos elétricos comercializados por essa marca.
Atualmente, a linha da Denza é composta unicamente por um modelo. Um compacto de cinco portas que chegou ao mercado chinês em 2014. No entanto, e desde a sua chegada, não conseguiu cativar o público chinês. A Denza não apresenta rentabilidade desde o início, mostrando sempre prejuízos. E em parte, isso é o que impulsionou a Daimler e a BYD a estudar diferentes opções para mudar essa situação.
Tampouco deixa de ser curiosa a situação de que a Denza não tenha sido ‘aposentada’, levando em conta que a BYD é um dos principais fabricantes chineses no que diz respeito à mobilidade sustentável. E um exemplo disso é que entre os meses de janeiro e agosto de 2017, foi o fabricante que maior volume de carros elétricos e híbridos plug-in comercializou, com um total de 46.855 unidades.
Lembrando que o Denza 400, o único modelo da marca, anuncia uma autonomia de 400 quilômetros graças a seu pacote de baterias de 62 kWh. O projeto foi criado tomando como base o Mercedes-Benz B Class Electric Drive. Atualmente é comercializado em três níveis de acabamento: Lifestyle, Executive e Aurora. Está disponível a partir do equivalente a 46.950 euros. Talvez seu preço seja um dos fatores determinantes de seu fracasso.
Por outro lado, é interessante destacar as informações que surgiram há apenas alguns dias e que adiantam a possibilidade de que o governo chinês deixe as empresas estrangeiras iniciar negócios relacionados com os carros elétricos sem ter que recorrer a entidades locais. Lembrando que hoje é preciso obrigatoriamente associar-se a uma empresa local para pode operar na China.