DIETER ZIETLOW CONFIRMOU E CARIMBOU O SEU QUINTO RECORDE MUNDIAL
A boa disposição mistura-se com o lado prático de quem acaba de alcançar o quinto recorde mundial de distância percorrida. Rainer Zietlow e a sua equipe, a Challenge4, cumpriu com sucesso mais uma viagem de longa duração, desta vez em um percurso entre Magadan, na costa leste extrema da Rússia, e Lisboa, o ponto totalmente oposto da Europa, em uma travessia de mais de 15.000 quilômetros que durou pouco mais de seis dias. Exatamente seis dias, nove horas, 38 minutos e 12 segundos para estabelecer um novo recorde, pois neste caso até mesmo os segundos contam.
A chegada a Lisboa ocorreu ontem (7/7), e Zietlow recebeu o carimbo e a assinatura que comprovam a obtenção de mais um recorde para o sua coleção, cumprindo assim com sucesso o desafio ‘Touareg Eurasia’. Embora naturalmente cansados, Zietlow, Marius Biela e Peter Bakanov, os integrantes da equipe, não esconderam a sua satisfação por terem chegado à capital portuguesa na manhã de ontem ao volante de um Volkswagen Touareg com algumas modificações.
Ainda assim, contou com reforços importantes para enfrentar as dificuldades em terrenos onde o asfalto é raro, como explicou Rainer Zietlow.
“As principais dificuldades não estão na Europa, mas no início do percurso, na Rússia, nas autoestradas federais de Kolyma e Lena, que estão bastante deterioradas”, começa dizendo Zietlow, enfatizando que “o problema com a Rússia é que as autoridades só se preocupam com a parte a oeste dos montes Urais. O lado leste dos Urais não recebe muita atenção, principalmente as estradas. Mas conduzimos um Volkswagen Touareg que estava muito bem preparado”.
“Pode ser que os chineses com a abertura das suas fronteiras obriguem os russos a melhorarem as suas estradas para o transporte terrestre. Esse pode ser o futuro para a Rússia, mas neste momento as estradas estão muito destruídas e essa foi mesmo a nossa maior dificuldade”, explicou ainda Zietlow.
Mas com o quinto recorde e com outras ‘aventuras’ do mesmo gênero já cumpridas, Zietlow relembra que a mais difícil foi mesmo a primeira, a Panamericana, na qual “conduzimos durante 11 dias e em condições muito duras, sem saber bem o que fazer porque era o primeiro recorde mundial. Mas agora é o meu quinto recorde, já sei o que esperar e estou contente por ter a Volkswagen do meu lado”.
Sem vontade de parar
Assim como os grandes aventureiros, cada chegada pressupõe imediatamente uma nova partida. E Zietlow já tem planos. “Já estamos trabalhando em alguns projetos. No próximo ano chegará um novo SUV de segmento B da Volkswagen produzido em Chatanooga, nos EUA que gostaríamos de utilizar; para a nova Amarok com motor V6 TDI também estou trabalhando em um projeto, e em 2018, vem aí um novo Touareg... Gostaria de fazer um projeto por ano. Mas já falei com a Volkswagen Eslováquia para preparar o próximo recorde mundial”, afirma.
Na essência do projeto Challenge4 há também um lado humanista e solidário, com Zietlow apoiando a SOS Children’s Villages International com 20 centavos por cada quilometro percorrido a bordo do seu Volkswagen Tiguan. “É muito importante para nós podermos ajudar”, assume o recordista.
Protagonista mecânico
O outro protagonista destas aventuras é o Volkswagen Touareg V6 TDI, tendo sido este o quinto recorde alcançado por este número de chassi e por essa mesma licença, o que já é também outro recorde. O veículo, que conta com um motor V6 TDI de 244 cv da primeira geração, recebeu uma preparação especial nas instalações da marca na Eslováquia por uma equipe dedicada de mecânicos.
O modelo foi adaptado para a viagem de 15.200 quilômetros com uma suspensão mais robusta, pneus mais largos, uma ‘santantonio’ de segurança no interior, faróis suplementares na dianteira (com alcance de 700 metros de iluminação), barras de luzes LED também na frente e no teto e tanques adicionais de combustível para uma autonomia total de cerca de 3.000 quilômetros. Os pneus robustos são Goodyear Wrangler na medida de 275/65 R17 All Weather.
No final da viagem entre Magadan e Lisboa houve também um encontro simbólico na forma de uma pequena garrafa de água do Pacífico, colhida na cidade russa na hora da partida, que foi libertada nas águas da costa portuguesa.
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