DOIS DOS MAIS RAROS CORVETTES CLÁSSICOS SERÃO MOSTRADOS EM NAPLES, NA FLÓRIDA
Embora Zora Arkus-Duntov tivesse chegado ao programa Corvette da General Motors quando este já estava em andamento, a verdade é que sua presença significou um ponto de inflexão muito marcante na evolução do modelo. Não é em vão que muitos consideram o engenheiro nascido na Bélgica como o pai do modelo, já que uma vez colocado no comando do projeto, o modelo conseguiu tornar-se um verdadeiro esportivo.
O museu ‘The Revs Institute’, localizado em Naples, na Florida (EUA), inaugurou este mês uma exposição em homenagem ao célebre engenheiro. Com o nome de ‘Duntov’s Stealth Fighters’, apresenta uma coleção dos modelos mais significativos da carreira de Zora Arkus-Duntov à frente do programa do esportivo da Chevrolet, entre os quais se destacam dois exemplares muito especiais e de extrema raridade.
São eles, um dos poucos Corvette Grand Sport de 1963 fabricados e o Corvette SS 1957, ambos destinados à competição e no último caso uma autêntica e mítica peça única.
O primeiro é o mais conhecido por todos, já que foi a resposta do programa Corvette ao programa Total Performance da Ford nos anos 60. Tomando como base o recém-criado Corvette de segunda geração, foi desenvolvida uma versão de competição concebida para o Campeonato Internacional de Construtores, que por motivos de homologação, requeria uma versão de rua, da qual se pensava fabricar uma curta série de 125 exemplares. No entanto, a General Motors a cancelou em 1964 com sua célebre proibição de participar (direta ou indiretamente) de provas esportivas. O exemplar que será exposto no ‘The Revs Institute’ é um dos únicos 5 protótipos fabricados e pertence à coleção Miles Collier.
Por outro lado aparece uma autêntica peça única, o único exemplar fabricado do Corvette SS 1957, um veículo de competição baseado na primeira geração do Corvette, que somente chegou a participar em uma prova, as 12 Horas de Sebring de 1957, a qual teve que abandonar devido a inúmeros problemas. Partindo da base do Corvette C1, o SS de 1957 foi criado tomando como inspiração o Jaguar D-Type - daí sua evidente semelhança. Depois de Sebring, o projeto foi estacionado e não voltou a competir.
Depois disso, a Chevrolet doou o carro à coleção do Indianapolis Motor Speedway Museum, onde permanece conservado até o dia de hoje.