FCA GANHA: O MAHINDRA ROXOR NÃO PODERÁ SER VENDIDO NOS ESTADOS UNIDOS
Desde meados de 2018 temos sido testemunhas da batalha judicial entre Mahindra e o Grupo Fiat Chrysler, mais concretamente sua marca Jeep. O motivo não é outro que o pequeno Mahindra Roxor, um todo-terreno de pequeno tamanho e aspecto clássico que a Mahindra monta e comercializa nos Estados Unidos. Seu aspecto terrivelmente parecido com os Jeeps originais é o único motivo desta disputa.
E razão não falta à marca americana, já que o Mahindra Roxor não é mais que um clone do Jeep CJ-2A. Mas se quisermos ser mais precisos, também podemos dizer que se trata de um derivado do próprio Jeep original, já que é uma evolução do mesmo modelo que a Mahindra tinha licença de fabricação há décadas.
Embora a Mahindra conte com a licença para fabricar este modelo e seus derivados, a verdade é que ela não tem efeito dentro do mercado norte-americano. De modo que quando os indianos construíram uma fábrica e começaram a montar o Roxor no estado americano de Michigan, os advogados do Grupo Fiat Chrysler começaram a trabalhar freneticamente para evitá-lo.
Após vários anos de disputas e inclusive um pequeno facelift do modelo da Mahindra para tratar de contestar a Jeep, finalmente um juiz terminou dando a razão à empresa americana e proibiu tanto a fabricação como a montagem por módulos e posterior comercialização do Roxor nos Estados Unidos.
O realmente curioso é que o Jeep Wrangler e o Mahindra Roxor não pertencem ao mesmo segmento, já que por suas peculiares características, o Roxor não é considerado nem um turismo ou todo-terreno. Ao contar com uma base tão antiga, o Mahindra Roxor não dispõe de elementos de segurança como airbags (nem sequer tem teto ou portas), de modo que é comercializado com a homologação de quadriciclo leve, portanto, para efeitos práticos é mais um buggy ou um enorme quad que um veículo convencional. Além disso, ambos os modelos contam com preços e clientes muito diferentes. No entanto, isso parece não ter importado à Jeep, que reclamou, e com razão, de que a Mahindra estava infringindo seus direitos de propriedade intelectual em seu mercado natal.