FCA MEHORA SUA OFERTA À RENAULT PARA CONVENCER O GOVERNO FRANCÊS
A marca francesa confirmou durante a semana passada que estava estudando a proposta de fusão enviada pela FCA - Fiat Chrysler Automobiles e que daria uma resposta definitiva nesta semana. Os responsáveis da corporação ítalo-americana com sede na Holanda não quiseram esperar e ofereceram aos franceses uma série de melhoras no acordo inicial.
Segundo uma recente informação da Reuters, que cita fontes próximas a ambos os grupos automobilísticos, o único motivo desta melhora repentina das condições é o governo francês, que possui 15.01% das ações do grupo Renault e que, portanto, é um dos grandes protagonistas no conselho diretor da empresa francesa, com dois assentos no conselho.
Entre as melhoras apresentadas surgem novos dividendos para a Renault e garantias de manter as instalações da empresa e seu plantel completo intacto durante 4 anos e não durante os 2 previstos inicialmente. Além disso, a FCA propôs que o quartel general da nova empresa resultante seja situado na França e que o governo francês mantenha um assento no conselho.
Concretizando-se essa união, nasceria o terceiro maior grupo automobilístico do mundo, embora sua produção superasse a de conglomerados como Volkswagen e Toyota, pois as vendas de todas as marcas implicadas superariam os 15 milhões de unidades anuais.
Entre os benefícios que podem ser obtidos por ambas as empresas com esta fusão, a FCA teria acesso à tecnologia de veículos elétricos da Renault, assim como plataformas em segmentos fundamentais onde as distintas linhas da FCA necessitam uma urgente renovação. A Renault teria acesso a novos segmentos Premium e ao mercado americano, além da tecnologia de condução autônoma do projeto conjunto entre FCA e Waymo (Google).