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FIAT 127, O 147 BRASILEIRO, CELEBRA MEIO SÉCULO DE VIDA

18/04/2021

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FIAT 127, O 147 BRASILEIRO, CELEBRA MEIO SÉCULO DE VIDA

Pode ser bastante simples qualificar os anos 70 como a era da tração dianteira, mas sem dúvidas foi a década que se produziram as maiores e mais radicais transformações técnicas e industriais nos carros de produção. Basta pensar na Volkswagen, que entre 1973 e 1975 passou do Fusca ao trio Polo, Golf e Passat.

Com a FIAT aconteceu mais ou menos o mesmo, já que poucos anos antes a marca italiana também começou a revolucionar a arquitetura de seus carros nos segmentos chave: com o 128, lançado em 1969 para substituir o tradicional 1100, estreando o esquema de motor dianteiro transversal e tração dianteira; e dois anos depois, em 1971, com o 127 essa filosofia também chegou à categoria inferior, os utilitários.

No caso do 127, conhecido internamente pelo código de projeto X1/4, a transformação com relação ao modelo que substituiu, o apreciado, mas já antiquado 850, foi ainda mais radical. O que mudou completamente não foi só a disposição mecânica, mas também a estrutura e o chassi.

Eram muito similares com os carros atuais, inclusive quase melhores: para a suspensão, por exemplo, o 127 combinava um esquema McPherson com um eixo traseiro com rodas independentes, algo bastante raro hoje em dia quando, por razões de custos, na parte traseira se opta por simples eixos torsionais.

A disposição ‘tudo na frente’ permitiu compactar a mecânica como nunca antes e reduzir seu tamanho, com um resultado em dimensões similares (com 3.59 metros, o Fiat 127 era somente 2 centímetros mais longo que o 850). Além disso, a carroceria oferecia um espaço consideravelmente maior e um porta-malas mais generoso. A partir de 1972 tornou-se ainda mais accessível com o lançamento do modelo de 3 portas, uma versão equipada com uma grande tampa traseira em lugar da tampa do porta-malas do modelo básico.

O ano de 1972 foi a consagração, com a escolha de ‘Carro do Ano’, obtida, entre outras coisas, com uma pontuação recorde de 239 pontos, que seria superada somente oito anos depois pelo Lancia Delta. Mas haviam sim muitas inovações técnicas, o que chamava a atenção no 127 continuava sendo principalmente a linha: menos arredondada que a dos modelos anteriores, se caracterizava pela forma da tampa traseira e a tendência descendente da cauda que, nem é preciso dizer, havia feito escola.

O motor com o qual o 127 foi lançado na primavera europeia de 1971 derivava daquele que era usado pelo 850 Sport: um bloco de 4 cilindros com 0.9 litros e 47 cv de potência, com uma transmissão de 4 velocidades. O conjunto permitia alcançar uma velocidade máxima de 140 km/h e foi o único motor disponível durante toda a primeira geração.

Manteve-se em produção até 1977, alcançando a marca do milhão de unidades já em 1974, mas sem nenhuma novidade especial, exceto a já mencionada versão de 3 portas e o acabamento Special, mais generoso, introduzido em 1975.

A segunda geração, introduzida em 1977, ampliou a linha em parte graças à colaboração da espanhola SEAT, que produziu o modelo sob licença e realizou algumas versões adotadas pela Fiat para a sua linha italiana. Nos referimos aos modelos de 4 portas (disponíveis a partir de 1976) e de 5 portas (a partir de 1980), que se juntaram aos modelos clássicos de 2 e 3 portas para um total de quatro carrocerias, combinadas com três níveis de acabamento denominados L, C e CL.

A oferta mecânica também aumentou, onde o renovado 0.9 litros, reduzido a 45 cv pelos ajustes das normas antipoluição, se juntava a um novo motor de 1.049 cm3, fabricado no Brasil, com cerca 50 cv de potência. Lembrando que o 127 começou a ser fabricado no Brasil em 1974 como o emblemático FIAT 147.

Precisamente este motor, em 1978, havia sido a base da primeira versão esportiva do 127, o mítico Sport: uma série de intervenções, entre elas um carburador diferente, elevaram a potência a 70 cv, suficientes para competir com seu primo, o Autobianchi A112 Abarth, com a mesma potência embora menor. Por outro lado, o equipamento incluía spoilers dianteiros e traseiros, volante e rodas esportivas, carroceria preta e letras vermelhas ou a combinação menos comum de cinza/preto.

A vida comercial do 127 no início dos anos 80 estava longe de terminar. Apesar do lançamento de outros carros como o Ritmo e o Panda e da chegada do Uno, modelos com os quais a Fiat seguiria reforçando sua presença nos segmentos inferiores do mercado, ainda houve espaço para uma terceira geração que chegou em 1982. No entanto, pouco antes, e mais concretamente com o modelo de 1981, a linha havia sido ampliada de novo com três importantes novidades: o motor 1.3 diesel de 45 cv e as versões Panorama e Rustica.

Estes dois últimos, antecessores dos modernos ‘station wagon’ e ‘cross’, eram baseados na realidade no brasileiro 147 e se diferenciavam em vários detalhes, inclusive estéticos. O Rustica, em particular, tinha um verdadeiro aspecto de todo-terreno, reforçado pelos pneus específicos, as telas de proteção dianteiras e a suspensão reforçada, quase necessária nas estradas pouco amigáveis do Brasil na época. O Panorama, por outro lado, era cerca de 30 cm mais longo, para um total de 3.92 metros, mantendo a mesma distância entre-eixos dos modelos de 2 e de 3 portas.

A terceira geração, que confirmou esta linha com a exceção do Rustica, apresentava uma parte frontal redesenhada, mudando a forma dos faróis, alongando o nariz e introduzindo painéis de plástico, enquanto que o Sport estreou um novo motor de 1.3 litros e 75 cv.

O último ato na história do 127 foi o lançamento, em 1984, da versão Unificada, uma operação que a Fiat realizou em vários modelos no final de sua carreira, optando de fato por construir um único carro para todos os principais mercados, neste caso o europeu e o brasileiro. A escolha recaiu, no entanto, no automóvel com especificações brasileiras, proposto na Europa com algumas mudanças adicionais e uma oferta reduzida às carrocerias de 3 portas e Panorama, e aos motores 1050 e Diesel.

No Velho Continente, o 127 deixou de ser comercializado em 1987, embora a produção brasileira encerrasse três anos depois. Em conjunto, o 127 encostou nos 5 milhões de unidades contando também com as unidades fabricadas na Argentina, Iugoslávia (Zastava), Polônia e Espanha (SEAT).

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