FISKER PATENTEIA NOVA TECNOLOGIA DE BATERIAS EM ESTADO SÓLIDO
Henrik Fisker apresentou uma patente de novas baterias em estado sólido. Esse tipo de bateria, onde já existem vários projetos em andamento sendo tocados pelo MIT e pelo grupo Toyota, apresenta um desempenho muito superior às mais avançadas baterias de lítio que se encontram no mercado hoje em dia.
Essa nova tecnologia será apresentada pela Fisker na próxima edição do Consumer Electronic Show (CES) de Las Vegas, que será celebrada no próximo mês de janeiro. Nesse mesmo evento, a nova empresa de Henrik Fisker apresentará seu primeiro modelo, o EMotion, que já tivemos a oportunidade de mostrar várias vezes. Por enquanto, o novo modelo não contará com essa tecnologia, já se encontra ainda em desenvolvimento. Apesar disso, a Fisker a apresentará no próximo CES 2018, junto com seu novo modelo.
Inicialmente, o EMotion foi anunciado com novas baterias de grafeno, mas seu fornecedor, a Nanotech Energy, por algum motivo desconhecido voltou atrás. Não se sabe se por algum problema com a tecnologia ou com a própria empresa de Fisker. Por isso o novo EMotion contará com baterias de íons de lítio fornecidas pela LG Chem, a divisão química do gigante coreano LG, que entre outros, fornece as baterias ao Chevrolet Bolt.
Essas novas baterias anunciadas pela Fisker dispõem de eletrodos com 25% a mais de superfície que outras baterias similares. Seu rendimento, pelo menos teórico, é espetacular. Serão capazes de armazenar muito mais energia, cifrada em 2.5 vezes mais, que as baterias de lítio atuais, mas com um custo muito inferior. A Fisker anuncia que a partir de 2020 essa tecnologia custará um terço do que custam as atuais.
Outra das grandes vantagens dessa tecnologia é o seu tempo de recarga, muito inferior ao tempo de recarga habitual das baterias que estão no mercado. Citando o exemplo proposto por Fisker, estas serão capazes de armazenar energia suficiente para alcançar autonomias superiores a 800 quilômetros, com tempos de recarga de poucos minutos.
O problema é que esta tecnologia ainda está no jardim da infância. Algumas empresas indicam um horizonte tão próximo como a próxima década e em outros casos se afirma que não chegará no mínimo até 2030.