FORD, VOLVO, GOOGLE, UBER E LYFT FAZEM COLIGAÇÃO PARA REGULAMENTAR A CONDUÇÃO AUTÔNOMA NOS ESTADOS UNIDOS
Em uma junção de esforços pela regulamentação da tecnologia de condução autônoma, diversas empresas de renome ligadas à indústria automobilística formaram uma coligação para incentivar as autoridades dos Estados Unidos a criarem um quadro legal para os veículos autônomos. Essa união de esforços não só envolve marcas de automóveis como a Ford e a Volvo Cars, mas também empresas como a Google (através da unidade Alphabet Inc), Uber e Lyft.
A Coligação de Condução Autônoma para Estradas mais Seguras, que terá como porta-voz David Strickland, antigo responsável da Administração Nacional de Segurança de Trânsito Rodoviário (NHTSA), foi criada nesta terça-feira (26/04), e já trabalha com “os legisladores, órgãos reguladores e com o público para o reconhecimento dos benefícios sociais e de segurança dos veículos autônomos”.
Tendo como missão principal desenvolver um quadro legal com os municípios e as empresas visando implementar os veículos autônomos nas estradas e ruas, esse conglomerado aponta que “o melhor caminho para essa inovação é ter um conjunto claro de normas federais”, de acordo com Strickland em declarações em um comunicado emitido sobre o tema.
Tanto a Ford como a Volvo têm sido grandes apologistas da condução autônoma, propondo programas complexos de condução autônoma avançada, com diversos protótipos de teste. O mesmo sucede com a Google, que tem sido uma das empresas mais ativas na promoção da mobilidade autônoma, não só com o seu modelo de testes, mas também com a tentativa de implementação de leis federais que lhe permita testar o seu Google Car sem restrições nos diferentes estados dos EUA.
A Ford indica que o grupo irá “trabalhar em conjunto para a promoção de soluções políticas que apoiem a utilização de veículos que sejam completamente autônomos”. A marca de Detroit vem testando soluções desse gênero com o Mondeo Hybrid autônomo, rodando pelas estradas dos Estados Unidos, ensaiando diversos sistemas como a condução noturna ou em estradas com marcações pouco visíveis ao olho humano.
Por seu lado, a NHTSA pretende apresentar aos estados, órgãos reguladores e empresas, já no mês de julho, um guia sobre o tema, de forma a clarificar a situação relativa aos veículos autônomos, os quais neste momento não podem operar sem controles humanos. Em resposta a isso, os membros da coligação indicaram que esse tipo de veículo poderá oferecer novas dimensões em termos de mobilidade automobilística e de segurança, procurando eliminar o erro humano na condução.