GEELY MOTORS ANUNCIA INÍCIO DE OPERAÇÕES NO BRASIL
- Até o final do ano, a importadora espera ter rede autorizada com 25 concessionárias. A Geely Motors do Brasil estima comercializar de 3 mil a 3,5 mil unidades, em 2014, entre os modelos EC7 (sedan) e o GC2 (hatch compacto).
Com a inauguração de seu centro administrativo e operacional na cidade de Itu, nesta terça-feira, a Geely Motors do Brasil inicia oficialmente suas operações de importação e distribuição dos veículos da Geely Auto, a mais importante montadora independente da China, também proprietária da Volvo Cars, DSI (uma das maiores fabricantes de transmissões automáticas do mundo) e da Manganese Bronze (fabricante dos táxis londrinos).
A Geely Motors do Brasil inicia suas atividades comerciais, em março próximo, com 15 concessionárias (full service) nomeadas em Belo Horizonte, Brasília, Goiânia, Florianópolis, Londrina, Maringá, Natal, Porto Alegre, Ribeirão Preto, Rio de Janeiro, São José do Rio Preto e São Paulo. Até o final deste ano, a importadora espera chegar a 25 pontos de atendimento, para distribuir o sedan EC7 (a partir de março) e o hatch compacto GC2 (em a partir de abril).
O Grupo Gandini, proprietário da Geely Motors do Brasil, e a Geely International Corporation assinaram o contrato de representação, importação e distribuição da linha de automóveis da Geely Auto em julho de 2011, com o objetivo de iniciar suas operações – por meio da Geely Motors do Brasil – em janeiro de 2012. Mas, ainda em setembro de 2011, a Governo brasileiro impôs alíquota de IPI – Imposto sobre Produtos Industrializados diferenciada para os carros importados, que se consumou a partir do dia 16 de dezembro daquele ano.
Com isso, os planos da Geely Motors do Brasil tiveram de ser postergados. Ao longo de 2012, a Geely International Corporation decidiu implantar uma linha de produção em Montevidéu, Uruguai, país com o qual o Brasil tem um acordo bilateral no setor automotivo, fato que voltou a viabilizar as operações de importação e distribuição dos carros da Geely Auto para o mercado brasileiro.
Assim, em fevereiro do ano passado, o Grupo Gandini anunciou a constituição da Geely Motors do Brasil, cujas operações se concretizam neste início de ano. O primeiro Geely a ser comercializado no País será o sedan médio EC7. Em abril está prevista chegada do hatch compacto GC2. Ambos os modelos virão da nova linha de montagem da Geely International Corporation em Montevidéu, no Uruguai, cuja capacidade produtiva é de 20 mil unidades/ano.
Na opinião de Ivan Fonseca e Silva, presidente da Geely Motors do Brasil, “sem a unidade produtiva no Uruguai, as operações de importação e de distribuição seriam inviáveis. Por esse motivo, a decisão do Grupo Gandini em postergar o seu início foi acertada. De outro lado, o adiamento foi benéfico porque, ao longo de 2013, foi possível estruturar melhor a empresa, com a contratação de profissionais experientes, de modo a agregar valor à marca chinesa, que pretende ser global, e ao consumidor brasileiro, diferenciando-se dos recentes newcomers e até de montadoras tradicionais no País”.
“Como disse anteriormente, critérios rigorosos também foram adotados no processo de nomeação de concessionárias. Neste momento, temos 15 revendas nomeadas, cujos empresários brasileiros são de reconhecida competência em seus mercados regionais”, enfatiza Ivan Fonseca e Silva, “tivemos o cuidado de concentrar nossas nomeações de concessionários apenas entre operadores de comprovado sucesso em seus mercados, com clara vocação para o bom atendimento a clientes, detentores de altos índices de satisfação.”
A Geely Motors do Brasil está também estabelecendo seu centro de distribuição de peças e componentes, além de construir uma concessionária-padrão na cidade de Itu, a ser administrada por grupo empresarial independente. “A Geely Motors do Brasil, por princípio, não terá concessionária própria. Mas teremos uma instalação de referência em Itu para que toda a rede siga o seu padrão visual e configuração interna de uma revenda”, explica Fonseca e Silva.
Embora ainda não estejam definidos, por conta da tendência de alta da moeda norte-americana, a Geely Motors do Brasil pretende posicionar o sedã EC7 com preço ao consumidor em torno de R$ 50 mil; e do GC2 ao preço próximo a R$ 30 mil.
AQUISIÇÕES DETERMINAM RÁPIDO CRESCIMENTO DA GEELY AUTO
Fundado em 1986 e com sede administrativa em Shanghai, o Geely Holding Group estabeleceu seu “braço” automotivo – a Geely Auto – em 1997, quando iniciou suas atividades produtivas. No ano seguinte, saiu da linha de produção o seu primeiro modelo, o Haoqing SRV. Dois anos depois, em 2000, o segundo modelo, o Geely Meiri.
Proprietária da Volvo Cars [aquisição feita em 2010], da Manganese Bronze [fabricante dos táxis londrinos] e da australiana DSI, uma das maiores fabricantes de transmissões automáticas no mundo [aquisição em 2009], a Geely mostra – hoje – números espetaculares e futuro ainda mais promissor.
Apenas 26 anos depois, em 2012 o faturamento do Grupo Geely alcançou US$ 24,6 bilhões. Somente com a marca Geely, o grupo produziu em 2012 mais de 483 mil unidades, o que significou um aumento de vendas de 15% em relação ao ano anterior. Também no ano passado, a Geely foi a montadora chinesa que mais exportou, com volumes superiores a 100 mil unidades, um aumento de 164% em comparação com 2011, tornando-se a exportadora de crescimento mais rápido entre todas montadoras chinesas. Geely fechou o exercício fiscal como a 7ª maior produtora chinesa de automóveis de passageiros.
De outra parte, a Volvo Cars Corporation, a marca Premium da Geely Holdings, vendeu 421.951 veículos no mundo em 2012 e segue suas projeções de alcançar vendas globais de 800 mil unidades em 2020. Para alcançar esse volume, a Volvo Cars inaugurou uma fábrica na cidade de Chengdu, na China, no ano passado, para melhor atender à demanda do mercado chinês.
A Geely e sua subsidiária Volvo Cars, portanto, atingiram vendas globais anuais de mais de 900.000 unidades, em 2012. No ano passado, juntas, Geely e Volvo Cars, comercializaram mais de 1 milhão de unidades.
A título ilustrativo, no mercado chinês o automóvel mais vendido da Geely em 2013 foi o sedã EC7, 19º no ranking dos Top 20. Mas foi o primeiro da lista entre os genuinamente veículos chineses. Todos os demais são o resultado de joint-ventures de companhias chinesas e montadoras americanas, europeias, japonesas ou sul-coreanas.
As projeções de curto prazo, porém, são ainda mais promissoras. A partir do China Europe Vehicle Technology, o centro de pesquisa e desenvolvimento da Geely-Volvo em Gotemburgo, na Suécia, inaugurado em setembro último, as duas montadoras do Geely Holding Group – Geely Auto e Volvo Cars – intensificaram acordos de cooperação técnica e de pesquisa e desenvolvimento.
O novo centro tem como foco o desenvolvimento de uma nova arquitetura modular e componentes para futuros veículos de plataformas comuns às duas marcas que atendam às necessidades de ambas. O novo centro de P&D já conta com uma equipe de 200 engenheiros da Europa e da China.
Como primeira montadora privada chinesa, a Geely tem se desenvolvido rapidamente nos últimos dez anos. A estratégica adotada pela Geely em 2007 foi capaz de reorientar sua gama de produtos para uma nova série de produtos de alta qualidade e veículos de alto valor agregado.
Origem do logo - O logo da montadora chinesa é composto por seis blocos, simbolizando o espírito “Geely Auto”: espíritos de equipe, de aprendizagem, de inovação, combatente, realista e de perfeição", respectivamente. O desenho dos blocos combina as cores vermelho e preto, como pedras preciosas. O vermelho significa sabedoria para construir tudo com paixão e o preto para determinar superação em tudo em silêncio, discretamente. Dentro do conceito do metal nobre - ouro, o conjunto vermelho, preto e dourado cria uma composição artística de riqueza e dignidade, determinação e sabedoria, e qualidade e paixão.