GENERAL MOTORS REGISTRA A DENOMINAÇÃO ‘ZORA’ EM TODOS OS MERCADOS GLOBAIS
A General Motors registrou por todo o mundo a denominação Zora. Um nome que já havia sido registrado em 2014 - naquela ocasião somente nos Estados Unidos - mas que agora foi protegida em mercados tão distintos como Europa, Japão, China, Austrália e Coreia do Sul. O que evidencia a importância dessa denominação para a corporação americana, além de suas intenções de utilizá-la. E para quem conhece um pouco a história da marca, só haveria um modelo merecedor de tal nome, o Chevrolet Corvette.
Que a próxima geração do Corvette contará com uma nova arquitetura de motor central não é nenhum segredo. Nos últimos dois anos surgiram diversas imagens, além de inúmeros vídeos, dos protótipos do modelo. Além de já ter surgido a sua futura versão de competição, o Corvette C8.R, que competirá na categoria GTE da WEC. De modo que a essas alturas são poucos os que não sabem que no ano que vem será apresentado o primeiro Corvette de produção com motor central da história.
O que talvez alguns não saibam é que esse conceito já está há décadas rondando as instalações do programa Corvette da General Motors, com uma importante parte dos engenheiros que clamavam por utilizar essa arquitetura, que apresenta uma divisão de pesos mais equilibrada e lógica para um esportivo de alto desempenho. E o primeiro desses engenheiros foi precisamente Zora Arkus-Duntov, uma das personalidades mais importantes da história do modelo, considerado hoje em dia o padrinho do Corvette pela influência que teve em sua trajetória este engenheiro de origem belga.
Zora Arkus-Duntov chegou na hora certa. Não foi durante a concepção do Chevrolet Corvette C1, mas chegou a tempo para conseguir que o anêmico motor V6 Blue Flame, do modelo que deu origem ao esportivo, fosse substituído por um V8, um verdadeiro motor de alto rendimento. Esse primeiro bloco V8 de 4.34 litros e pouco menos de 200 cv, foi o primeiro passo de Arkus-Duntov para transformar o Corvette de um simples conversível de passeio para um verdadeiro esportivo com é hoje.
O engenheiro sempre teve o mundo da competição em mente e muitas das versões históricas mais valorizadas do modelo foi obra direta sua, embora a cúpula da General Motors fosse um obstáculo insuperável e eterno nas aspirações de Arkus-Duntov. Como foi o caso de trasladar o motor do vão dianteiro para trás do habitáculo. Uma ideia recorrente de Arkus-Duntov que sempre encontrava a negativa de seus superiores.
Dos próprios desejos de Arkus-Duntov nasceram os inúmeros protótipos do Corvette de motor central, começando pelos veículos laboratório CERV e CERV II, que geraram o que provavelmente seja o rumor mais recorrente e dilatado no tempo da história, o Corvette de produção com motor central, do qual já se vem falando há cerca de meio século.
Assim, conhecendo o pano de fundo, é plausível que a Chevrolet queira prestar uma homenagem à figura de Zora Arkus-Duntov, e se não com a denominação de um modelo, pelo menos usando seu nome para batizar uma versão do tão esperado Corvette de motor central.