GM DEFENSE: A DIVISÃO MILITAR DA GENERAL MOTORS ESTARÁ EM OPERAÇÃO EM 2018
Uma nova informação da imprensa americana confirma o que muitos já comentavam, a General Motors voltará a ativar a sua divisão de defesa, a GM Defense, destinada a desenvolver e comercializar tecnologia, principalmente para as divisões do exército americano.
Nos últimos anos a GM apresentou dois protótipos equipados com tecnologia de célula de hidrogênio, o último deles durante o último trimestre do ano passado e com claros fins militares. Mas foi quando se descobriu o registro de um novo logotipo para essa divisão que os rumores ganharam força e apontaram para a reativação da desaparecida GM Defense.
De acordo com o pessoal do Automotive News, essa divisão estará plenamente operativa no final deste ano e sua atividade principal será o desenvolvimento de veículos e tecnologia de defesa, embora não se saiba realmente em quais projetos podem estar trabalhando atualmente, além dos protótipos já apresentados.
No início de outubro de 2016 a Chevrolet apresentou o protótipo Chevrolet Colorado ZH2 FCEV Concept, uma versão um pouco más aguerrida da pick-up média da marca, com inúmeras modificações e um aspecto claramente militar. Mas a sua principal novidade era a mecânica elétrica, alimentada pela eletricidade gerada por uma célula de combustível de hidrogênio, que foi apresentada na reunião anual da Associação do Exército dos Estados Unidos e mostrava uma decoração de camuflagem muito chamativa.
Em princípio se pensava que fosse somente um concept para ser mostrado no evento, mas um ano depois, em outubro de 2017, a GM revelou a nova plataforma SURUS (‘Silent Utility Rover Universal Superstructure’) dotada de um sistema de condução autônoma e também alimentada por célula de combustível de hidrogênio. O SURUS é uma estrutura que serve como base comum para múltiplos tipos de veículos, já que graças a um sistema de módulos, pode abrigar em sua parte superior diferentes tipos de plataformas com diversas funções, como a plataforma de carga de um caminhão.
É evidente que a GM quer capitalizar seus esforços em termos de células de hidrogênio e sistemas de condução autônoma com essa nova divisão, que havia fechado em 2003 quando foi vendida à General Dynamics por 1.1 bilhões de dólares.