GM INAUGURA CENTRO DE ABASTECIMENTO NA FÁBRICA DE SÃO CAETANO DO SUL PARA ELEVAR PRODUTIVIDADE
- Batizada de MASC, obra impactará positivamente operações do complexo industrial que produz hoje cinco dos onze modelos nacionais Chevrolet feitos no país; abrigará peças de acabamento, de tapeçaria e mecânica
- Com área equivalente a quatro campos de futebol, estrutura utiliza método de gerenciamento inovador que servirá de referência a futuras unidades de armazenagem e abastecimento de matérias da GM no mundo
- Construção levou cerca de três anos para ficar pronta e baseou-se nos mais novos princípios de sustentabilidade; reestruturação também visa otimizar o trânsito de caminhões de entrega nos arredores da fábrica
A General Motors do Brasil inaugura nesta segunda-feira (26/1) o MASC, Centro Logístico de Recebimento e Sequenciamento de Materiais Produtivos. A estrutura, localizada dentro do complexo industrial da empresa em São Caetano do Sul, utiliza-se de um método de gerenciamento inovador para os padrões da indústria automobilística e tem como objetivo elevar a produtividade.
O novo prédio ocupa uma área de 30.000 m² e tem cerca de 11 m de altura. Movimentará diariamente cerca de 1,4 milhão de componentes, entre peças de acabamento, de tapeçaria e mecânicas destinadas ao abastecimento da linha de montagem local, que produz cinco dos onze modelos nacionais da marca, entre eles o Cruze, o Cobalt e o Spin.
O novo centro de armazenagem e abastecimento de componentes tem o dobro da capacidade de estocagem em relação ao anterior e possui ainda um sistema gerenciador de endereçamento de matérias muito mais eficiente.
Essa combinação de fatores faz do MASC de São Caetano do Sul o mais moderno do gênero na GM e servirá de molde para as futuras unidades da companhia no mundo.
“Gerenciar o inventário de peças e suprir de maneira ininterrupta a linha é um dos processos-chaves na fabricação de um automóvel e refletem diretamente nos seus custos”, diz Santiago Chamorro, presidente da GM do Brasil.
“Um carro possui milhares de itens e cada um deles apresenta um fluxo de estoque distinto devido ás mais diversas especificidades, como local de origem, periodicidade de reposição e até mesmo o tamanho do componente’’, explica o executivo.
As obras duraram cerca de três anos e foram realizadas sem que houvesse interrupções da produção na unidade durante o período.
O mais antigo complexo industrial da GM no Brasil já passou por diversas. Atualmente a capacidade produtiva é de aproximadamente um carro por minuto, mas começou a operar por volta dos anos 1930 montando alguns poucos furgões por semana e de forma quase artesanal, devido a tecnologia disponível à época.
Sustentabilidade
Tanto a demolição do antigo prédio como a construção do novo Centro Logístico de Recebimento e Sequenciamento de Materiais Produtivos da GM foi pautado pela sustentabilidade.
O Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), que é vinculado a à Secretaria de Desenvolvimento do Estado de São Paulo, deu todo o suporte à fase de desconstrução, possibilitando que entulho fosse reciclado e aproveitado na nova própria obra, reduzindo o impacto ambiental.
Além de possibilitar um descarregamento de mercadorias mais rápido, o MASC chega com um layout bastante dinâmico. Isso resultará em uma melhor organização do fluxo das entregas e a tendência é que o trânsito de caminhões de fornecedores seja otimizado na região.
Outro ponto interessante a ser destacado é a previsão de redução no consumo de energia do novo prédio: 60%. Esta queda deve-se a utilização de diversas tecnologias, como a de paredes translúcidas térmicas e domus prismáticos no telhado, que deixam a luz natural entrar, porém barrando a entrada dos raios infravermelho, o que associado a um sistema de ventilação não forçada, impedem que haja um aumento da temperatura interna.