GRUPO PSA SOZINHO NA CORRIDA PARA ADQUIRIR O CONTROLE DA MALAIA PROTON, PROPRIETÁRIA DA LOTUS
Depois da desistência dos chineses da Geely, a PSA é o único grupo automobilístico na corrida para assumir o controle do fabricante malaio Proton - proprietário da britânica Lotus - que é tido como ideal para acessar novos mercados na Ásia. A decisão será tomada até final de junho.
Em uma entrevista ao jornal de Hong Kong, South China Morning Post, o CEO da Geely, Li Shufu, revelou que o grupo estava desistindo da corrida para adquirir o controle da Proton, mas sem revelar as razões. Pouco depois, em declarações à imprensa chinesa, Li Shufu, não escondeu sua frustração: “Eles estão sempre mudando de opinião: hoje querem uma coisa, amanhã querem outra. Na verdade, ainda não sabem o que querem”.
Esta semana, o governo da Malásia confirmou que estava pronto a ceder 51% do capital da Proton a um fabricante estrangeiro. Tun Mahathir, considerado o ‘pai’ da Proton, mais uma vez não se privou de opor-se, argumentando que a venda significará o fim da indústria automobilística malaia.
Com a saída da Geely, o caminho fica livre para o grupo francês: “Fizemos uma oferta vinculada para adquirir uma participação majoritária no final de fevereiro, início de março”, afirmou um porta-voz da PSA.
Caso tenha sucesso nessa empreitada, a estratégia do grupo francês passa por recompor a Proton na Malásia, já que os atuais 100 mil veículos vendidos anualmente é considerado um número insuficiente, e depois reestruturá-la de modo a ter uma capacidade de produção significativa naquela região asiática. O que acaba se enquadrando na estratégia do grupo francês - ‘Push to Pass’ - que estipula a venda de um milhão de veículos na região em 2021.
Lembrando que a PSA e a Proton já trabalharam juntas anteriormente, quando a empresa malaia comercializou, sob licença entre 1996 e 2000, 30 mil unidades do Citroën Ax com a denominação Proton Tiara.