KIA APOSTARÁ EM UMA NOVA IDENTIDADE ESTÉTICA
A Hyundai não quer que a Kia seja apenas conhecida como uma marca de automóveis acessíveis: com a ajuda de um dos principais designers alemães da atualidade, a Hyundai quer que a sua conterrânea seja sinônimo de classe mundial através da adoção de uma imagem mais esportiva e entrada no segmento dos sedans de aspecto mais dinâmico.
A mudança será realizada por Peter Schreyer, um dos atuais administradores da Hyundai e da Kia, que começou sua carreira na Volkswagen, e que em 1998 apresentou ao mundo o Audi TT roadster, que influenciou toda uma geração de designers alemães. Antes em 1997, Schreyer esteve envolvido no novo design do Beetle.
Seis anos depois da estreia do Audi TT, Schreyer deixou o grupo alemão, e trabalha atualmente para Chung Mong Koo, o multimilionário que controla os dois maiores fabricantes automóveis da Coreia do Sul - que incentiva a leal concorrência entre os dois - e costuma deixar bem longe dos corredores do poder os seus administradores ocidentais.
Desde que Schreyer tomou em suas mãos o design do Grupo Hyundai/Kia, as vendas das duas marcas mais que duplicou: oito milhões de veículos vendidos entre 2006 e 2015. O que acabou levando Chung Mong Koo a promover o alemão, sendo Schreyer o responsável pela imagem do grupo desde 2013 e administra uma rede de estúdios por três continentes, sendo o único ‘estrangeiro’ a merecer uma cadeira entre os sete presidentes do grupo Hyundai.
A apresentação do protótipo Genesis New York Concept e do Kia Cadenza no Salão de New York, não é mais do que a afirmação de que as marcas coreanas estão prontas para brigar com as propostas de outras marcas mais conceituadas. Porém, o grupo não quer que as duas marcas se confundam: a Kia mais jovem e esportiva e a Hyundai mais voltada para o mercado Premium e luxuoso.
A aposta em uma nova identidade deve-se principalmente à previsão que as duas marcas têm para os próximos meses: o pior crescimento em dez anos. Segundo Alan Baum, analista independente do setor automobilístico, a queda dos lucros da Hyundai e da Kia apenas veio acelerar a aposta no mercado Premium que já vinha sendo estudada pelas marcas.
Durante o Salão de New York, Peter Schreyer explicou quais são as linhas orientadoras: concentrar-se antes de tudo nas funções do automóvel (e não no design) e não dar uma importância enorme aos detalhes estilísticos.