MIKE MANLEY CONFIRMOU QUE O PRÓXIMO DODGE CHALLENGER SERÁ ELETRIFICADO
Foi o próprio Mike Manley, o novo CEO do grupo FCA quem confirmou a notícia de que a próxima geração do Dodge Challenger contará com um esquema mecânico eletrificado. Manley não quis dar mais detalhes, de modo que não podemos confirmar com que classe de assistência elétrica contará essa nova versão do modelo.
“A realidade é que as plataformas e a tecnologia que utilizamos devem desaparecer. Não podem existir na medida que entremos na primeira metade da década de 2020. A nova tecnologia eliminará uma grande quantidade de peso, de modo que podemos pensar nos motores de uma maneira diferente. E podemos usar a eletrificação para complementar esses veículos”, disse Mike Manley.
A geração atual dos Dodge Charger e Challenger são modelos já muito veteranos, com uma plataforma que foi projetada em meados da década passada tomando como base uma plataforma Mercedes-Benz desenvolvida na década de 90. E no caso das versões mais potentes, estas são o último vestígio do que podemos denominar ‘muscle cars’ clássicos, versões supervitaminadas baseadas em esquemas de chassi com soluções um pouco arcaicas, como é o caso do eixo rígido traseiro, que seus principais rivais abandonaram em suas gerações atuais.
Além dissso, Mike Manley ressaltou que a eletrificação será utilizada precisamente para obter potência e não simplesmente melhorar a eficiência do esquema mecânico. Embora isso provoque, segundo as próprias palavras do executivo britânico, o desaparecimento dos poderosos motores V8 sobrealimentados que podemos encontrar na linha.
Em princípio, as novas gerações dos Dodge Charger e Challenger não contarão com uma plataforma realmente nova, já que uma das últimas revelações de Sergio Marchionne, realizada no ano passado depois de apresentar o novo plano quinquenal da maioria das marcas do grupo, afirmava que a Dodge havia decidido renovar a atual plataforma LX que era utilizada por ambos os modelos.
Em princípio se pensava que a marca americana utilizaria a nova plataforma Giorgio desenvolvida para o Alfa Romeo Giulia, mas posteriormente cogitou-se que seria usada a plataforma do Maserati Ghibli. No entanto, as palavras de Marchionne negaram ambas as opções, de modo que podemos esperar uma plataforma bem renovada que de uma maneira ou outra continuará estando relacionada com a atual plataforma LX.