NCV: O CARRO DE MADEIRA É REAL E VEM DO JAPÃO
No futuro não sabemos o que vamos encontrar, embora a indústria automobilística já venha dando pistas sobre o caminho que vai seguir. Os automóveis híbridos e elétricos, a tecnologia de condução autônoma, a rede 5G, as casas e carros conectados, são alguns dos exemplos que serão grandes protagonistas. Os materiais de fabricação também mudarão, embora não saibamos se a madeira terá seu espaço, assim como o Governo do Japão quer demostrar.
Preocupados com as emissões e a poluição provocada pelos automóveis atuais e seus respectivos processos de fabricação, o Ministério do Meio Ambiente do Japão quis dar sua pequena contribuição apresentando um automóvel fabricado de madeira, que recebe o nome de NCV (Nano Cellulose Vehicle). Assim como indica seu nome, este esportivo tão peculiar é construído com um material derivado de plantas, ou seja, fibras de nano celulose que prometem diminuir notavelmente o peso dos veículos do futuro.
Reservada para decorar algumas peças do interior dos veículos - e o chassi de alguns modelos da Morgan -, a madeira não é o primeiro material que vem à cabeça quando se pensa em fabricar um automóvel moderno, embora proporcione alguns benefícios que alguns fabricantes estariam ansiosos em usar. Dizemos isso porque a fibra de celulose é 80% mais leve e cinco vezes mais forte que o aço. Graças a isso, este automóvel presume de leveza e eficiência, pois pesa a metade de um carro tradicional, elaborado com os materiais mais utilizados atualmente.
Não se sabe o que se esconde debaixo desta carroceria, mas de acordo com o pessoal do Jaloplink, tudo parece indicar que uma célula de combustível é a encarregada de impulsionar este automóvel, algo que não é surpresa dado o cuidado que tiveram os seus criadores na escolha destes materiais ecológicos.
No entanto, o enfoque não estava no automóvel, por estranho que pareça, mas em explorar novas técnicas de fabricação, processos e materiais projetados para reduzir as emissões de carbono ao construir um veículo. Veremos se os fabricantes decidem recorrer a estes materiais, mesmo que apenas para determinadas áreas da carroceria e o interior.