NISSAN PRETENDE UTILIZAR DE IMEDIATO A TECNOLOGIA PHEV DA MITSUBISHI
Ainda sobre a recente aquisição de 34% das ações da Mitsubishi, a Nissan tem pelo menos duas tarefas de extrema importância: por um lado, terá que ajudar a Mitsubishi a lidar com os efeitos da manipulação dos dados de homologação dos consumos de alguns dos seus modelos no Japão, e por outro, aproveitar os conhecimentos da marca dos três diamantes no campo dos veículos plug-in híbridos e elétricos para benefício mútuo.
A Mitsubishi Motors conta em sua linha com uma das tecnologias PHEV de maior competência equipando o Outlander PHEV (na imagem), um SUV que tem sido um dos mais vendidos da marca, utilizando um motor à combustão e um motor elétrico para um desempenho de elevada eficiência. Assim, com a Nissan também trabalhando na expansão dessas tecnologias, Carlos Ghosn, presidente da Aliança Renault-Nissan, quer aproveitar toda a experiência da antes rival Mitsubishi para a sua integração nos modelos da Nissan.
“Eu diria que a Mitsubishi Motors tem alguns elementos de tecnologia que a Renault-Nissan ainda não conta, por exemplo, os PHEV, inovação que a Nissan se prepara para desenvolver. Isto ajudará a Nissan tê-la imediatamente. Também dará à Mitsubishi uma escala maior, permitindo a redução dos custos da tecnologia PHEV. Trata-se mais de uma partilha e um benefício em grande escala”, disse Ghosn na semana passada.
Dessa forma, espera-se que no futuro os modelos das três marcas partilhem elementos comuns de tecnologia híbrida, híbrida plug-in e também elétrica, destacando-se assim a redução dos custos de desenvolvimento e de produção para todos os componentes com benefícios evidentes a todos, mesmo que cada um conte com as suas próprias especificações, conforme disse Ghosn.
“Sem nenhuma dúvida iremos trabalhar em conjunto nos futuros modelos elétricos, significando assim, que os motores e as plataformas da próxima geração de modelos sejam desenvolvidos em comum. Mas não contem que os modelos sejam cópias uns dos outros. O desenho e as especificações serão diferentes, mas as opções tecnológicas fundamentais serão comuns”, completou Carlos Ghosn.