NOVO SUV DA LOTUS UTILIZARÁ A PLATAFORMA SPA DA VOLVO
Já sabemos que o primeiro modelo completamente novo da Lotus será um SUV. No último mês de outubro pudemos ver os esboços registrados e patenteados desse novo SUV da marca britânica e agora surgem mais alguns detalhes do modelo.
Até agora se desconhecia qual plataforma seria utilizada para esse modelo, mas a Lotus já revelou que recorrerá ao banco de órgãos da Geely - o gigante chinês que também é proprietário da Volvo, Polestar e Lynk & CO - usando alguns módulos da plataforma escalável SPA, utilizada pela marca sueca para os seus XC60 e XC90.
Jean Marc Gales, CEO da Lotus, assinalou que o novo SUV da marca de esportivos estará no mercado em um prazo inferior a quatro anos - confirmando, portanto, que seguem adiante com o projeto e que dispõem de luz verde - e o qualificou como um modelo que será rival do Porsche Macan e do Maserati Levante, dois modelos com uma grande diferença em dimensões, já que o alemão mostra um comprimento de 4.697 milímetros, enquanto que o italiano supera por pouco os cinco metros, situando-se em 5.003 milímetros, nada menos que uma diferença de 253 milímetros.
Utilizar a arquitetura dos modelos maiores da Volvo parece não importar muito à Lotus, já que sua equipe de engenharia faria um ajuste específico e adaptaria a base nos moldes da marca britânica, mas significa que a oferta mecânica será limitada a motores de quatro cilindros em linha, coisa que não parece ser de importância, tendo em conta que a Geely já se adiantou e assinalou que o SUV da Lotus contará com pelo menos uma versão híbrida com elevado desempenho, portanto, supõe-se que devem referir-se à versão T8 Twin Engine do Volvo XC90.
Nesse sentido, o CEO da Lotus afirmou que o seu novo SUV terá as proporções do modelo da Maserati, mas pesará menos que duas toneladas, oferecendo a velocidade em curva mais elevada do mercado, um desafio difícil de superar e onde os engenheiros da Lotus estão trabalhando duramente, porque o recado de Gales foi claro: “Se falharmos, fracassamos com o projeto”.
Embora o trabalho técnico já tenha começado, Gales disse que o projeto final ainda não está terminado e que se espera que esteja nos próximos dois meses. Também avançou que os desenhos patenteados representam somente uma ideia de como será o modelo de produção final e que ainda poderão sofrer muitas mudanças.
Por enquanto se desconhece onde será fabricado, podendo ser na China ou no Reino Unido, mas a alargada sombra sobre as ilhas britânicas em torno do Brexit torna complicado que o território europeu seja escolhido. O mais provável é que a produção para todo o mundo seja realizada no gigante asiático, uma decisão que será tomada posteriormente.