O QUE SE PODE ESPERAR DA NOVA PICK-UP DO GRUPO PSA
O recém-renomeado Grupo PSA confirmou outro dia que lançaria no mercado uma pick-up de uma tonelada. Esta não será a primeira vez que o grupo francês comercializa um veículo com essas características, já que a Peugeot teve alguns modelos desse tipo ao longo do tempo. Mas agora, será a primeira vez que a Peugeot ou a Citroën ou ambas as marcas terão uma pick-up de uma tonelada baseada em um crossover.
Trata-se de um veículo completamente novo e radicalmente diferente de qualquer modelo que a PSA comercializa atualmente no mercado. É evidente que para esse propósito, a plataforma modular EMP2 não será útil. Ao mesmo tempo, a PSA tampouco conta com modelos de tração total, excluindo os Peugeot 4008 e o Citroën C4 Aircross que são de origem Mitsubishi.
Para lançar sua pick-up, a PSA terá duas alternativas. A primeira é começar do zero e arcar com todos os custos de desenvolvimento de um novo veículo. Trata-se de números tremendamente difíceis de amortizar em um produto que entraria para brigar em um mercado muito competitivo, complicado e com cada vez mais participantes. A PSA teria que desenvolver um novo chassi, um sistema de tração 4×4, transmissões e provavelmente, motorizações. Isso tudo, além de muito dinheiro, significa muito tempo.
Levando tudo isso em conta, é mais que evidente que para a aventura com sua pick-up, os franceses precisarão contar com um parceiro estratégico. Nos últimos anos a PSA tem mantido acordos com a Fiat, Mitsubishi e Toyota. De alguma dessas marcas deverá sair sua pick-up, e as opções parecem bastante claras. A Fiat praticamente pode ser descartada. Primeiro, porque a FCA e PSA já não estão realizando novos acordos, e segundo, porque a Fiat não tem uma pick-up com estas características. O Fiat Fullback, que logo estará no mercado, é um derivado do Mitsubishi L200.
Portanto, a atenção se centraria no Mitsubishi L200. No entanto, da colaboração conjunta entre a PSA e a Mitsubishi surgiram modelos que não tem colhido grandes resultados comerciais. Isso deixa como uma terceira opção a Toyota. O líder mundial em vendas de veículos colabora com a PSA no segmento A, com os Citroën C1/Peugeot 108 e Toyota Aygo, ao mesmo tempo em que lançaram conjuntamente a nova geração de furgões, aliança da qual a Fiat se desvinculou recentemente para aliar-se à Renault-Nissan.
Se no final a Toyota tornar-se sócia da PSA nessa aventura, é de se esperar uma versão com leves mudanças em relação ao Toyota Hilux. Não se sabe em qual marca francesa entraria a nova pick-up, ou se seria um modelo tanto para a Peugeot como para a Citroën. O que é certo é que compartilharão mecânicas, design interior e equipamento.
A nova pick-up da PSA chegará a um mercado onde cada vez existem mais jogadores. Além de nomes clássicos como a própria Toyota Hilux, o Mitsubishi L200, o Nissan Navara (Frontier), o Ford Ranger, também existem modelos mais novos como o Volkswagen Amarok e os próximos Fiat Fullback, Renault Alaskan e a tão esperada Mercedes-Benz pick-up.