OS BENEFÍCIOS PARA A FIAT CHRYSLER AUTOMOBILES DA FUSÃO COM O GROUPE PSA
Uma vez se materializando a fusão entre Fiat Chrysler Automobiles (FCA) e o Groupe PSA (PSA) surgirá o quarto maior fabricante de automóveis do mundo. Um verdadeiro gigante da indústria automobilística que terá uma forte posição tanto nos Estados Unidos como na Europa. Dois dos mercados automobilísticos mais relevantes. Esta fusão chegará após o fracasso das negociações da FCA com o Grupo Renault.
Já faz tempo que a FCA vinha buscando um sócio para unir forças para melhorar sua delicada situação em diversos aspectos. É inegável que o grupo ítalo-americano conta com uma ‘perna forte’, com suas marcas americanas. No entanto, as coisas na Europa não estavam indo muito bem. E foi precisamente a sua situação no mercado europeu que se tornou um fator determinante para a busca de um aliado para formar um novo grupo automobilístico.
A FCA tem várias frentes abertas na Europa. As coisas não estão indo nada bem para a Alfa Romeo, suas vendas se situam abaixo dos emplacamentos da Lancia. E se isso não bastasse, temos a Fiat, uma marca que envelheceu a nível tecnológico. Existem várias frentes abertas para a FCA. São frentes que espera solucionar uma vez que sua união com a PSA se concretize.
No caso específico da Fiat, está claro como a FCA se beneficiará da fusão com a PSA. A FCA terá acesso às plataformas da PSA. Na verdade falamos das arquiteturas CMP e EMP2, plataformas de última geração que estão preparadas para a eletrificação e que permitem diversas configurações para adaptar-se a todo tipo de veículos.
Essas bases serão utilizadas para a futura renovação da linha de modelos da Fiat e, logicamente, para o desenvolvimento de novos veículos. O esperado sucessor do Fiat Punto compartilhará plataforma, motores e demais componentes com o novo Peugeot 208. Um utilitário preparado para o século XXI e para os próximos tempos, onde a eletrificação e a conectividade serão fundamentais.
Além das plataformas, a FCA também terá acesso aos motores da PSA. Blocos a gasolina e diesel de nova geração que cumprem com as normas de emissões atuais e oferecem níveis de confiabilidade excelentes junto com desempenhos mais que aceitáveis. E embora a Fiat esteja trabalhando em uma série de veículos elétricos, sua ofensiva elétrica sofrerá um impulso graças à tecnologia da PSA.
Por último, e não menos importante, a fusão com a PSA será o impulso necessário para que a FCA realize uma reorganização de suas marcas na Europa e poder dar-lhes um posicionamento que tenha um foco mais claro. Devemos esperar mudanças relevantes tanto para a Fiat como para a Alfa Romeo. Tudo isso sem perder de vista a Lancia, marca que continua muito viva na Itália e para a qual a FCA tinha planos importantes.