OS PRÓXIMOS DODGE CHALLENGER E CHARGER NÃO MUDARÃO DE PLATAFORMA
Na recente reunião do grupo FCA com seus investidores, celebrada em Balocco, na Itália, a Dodge foi uma das grandes esquecidas, junto com a Chrysler e a Fiat, que tampouco gozaram da apresentação de um novo plano quinquenal. No entanto, isso não impediu que os responsáveis do grupo, sobretudo Sergio Marchionne, revelassem alguns interessantes detalhes sobre as futuras linhas destas marcas.
Além de confirmar que, pelo menos por enquanto, não está sendo desenvolvida uma nova geração do Dodge Viper, assim como revelou a Car and Driver há alguns dias, Marchionne também revelou um detalhe muito interessante sobre os sucessores dos atuais Charger e Challenger, que ambos não utilizarão uma nova plataforma, assim como se pensava, mas serão baseados em uma nova evolução da arquitetura empregada atualmente.
Na apresentação do plano quinquenal anterior da marca foi anunciado que os sucessores desses modelos passariam a usar a plataforma Giorgio de tração traseira estreada pelo Alfa Romeo Giulia. No entanto, a nova geração dos dois modelos foi atrasada, daí que a marca se encontra nesse momento a ponto de revelar uma nova atualização (facelift incluído) de ambas as linhas de produto, para poder alongar (ainda mais) sua vida comercial à espera da chegada da nova geração, o que não acontecerá até 2021.
Não foi até meados do ano passado que se descobriu que esses planos haviam sido modificados e no lugar de contar com a plataforma do Alfa Romeo Giulia havia sido decidido utilizar o Maserati Ghibli como futura base técnica dos modelos Dodge, já que se ajustava mais aos padrões americanos que a do Giulia, de menor tamanho. Mas segundo as últimas declarações de Marchionne, tampouco será assim.
O CEO da FCA revelou na sexta-feira passada em Balocco que as plataformas europeias atuais do grupo não são as adequadas para linhas como estas, de marcado caráter tradicionalista e com versões com mais de 700 cv (os Hellcat), por isso foi decidido que a Dodge voltará a atualizar a plataforma LX, nascida na época da união da Daimler com a Chrysler e que utilizava inúmeros elementos da marca alemã.
Ainda de acordo com Marchionne, essa plataforma será fortemente revisada, até o ponto de que não parecerá mais a mesma, entretanto, o emprego da mesma adianta a primeira pista sobre esses modelos, mais que provavelmente seguirão sendo fiéis à receita tradicional e contarão com eixo traseiro rígido, no lugar de esquemas de suspensão multibraço mais modernos, como os atuais Mustang e Camaro. Por enquanto, a data de chegada dessa nova geração é 2021, isso se não houver atrasos.