POLESTAR 5: ESTILO ESCANDINAVO COM 884 CV CHEGA PARA ENCARAR PORSCHE, TESLA E LUCID MOTORS
Na efervescente atmosfera do Salão de Munich 2025, onde a eletrificação reescreve as regras do desempenho automotivo, a Polestar, marca elétrica de alto desempenho da Volvo, lançou ontem um golpe audacioso contra gigantes como Porsche Taycan, Tesla Model S e Lucid Air. O Polestar 5 2026, revelado em seu formato de produção no coração de Munich, não é apenas o novo carro-chefe da marca sueca; é uma obra-prima de design minimalista e engenharia avançada, fiel ao conceito Precept de 2020.
Com até 884 cv de potência, uma arquitetura de 800 volts que carrega de 10 a 80% em apenas 22 minutos e uma autonomia estimada de 600 km (WLTP), o Polestar 5 redefine o que um gran turismo elétrico pode ser: rápido, elegante e sustentável, com um chassi de alumínio colado que rivaliza com supercarros em rigidez torcional. “O Polestar 5 é a nossa visão de performance, design e sustentabilidade tornada realidade - um GT que você pode comprar e amar todos os dias”, afirmou Michael Lohscheller, CEO da Polestar, enquanto o sedan de cinco metros brilhava sob os holofotes.
Construído sobre a nova Polestar Performance Architecture (PPA), uma plataforma de alumínio colado desenvolvida no centro de P&D da marca no Reino Unido, o Polestar 5 é um feito de engenharia. Com 13% de alumínio reciclado e 83% proveniente de fundições alimentadas por energia renovável, o chassi oferece rigidez torcional superior a alguns supercarros modernos, segundo a Polestar, sem especificar quais. A bateria de íons de lítio NMC de 112 kWh (106 kWh utilizáveis), fabricada pela SK Innovation, é integrada à estrutura, reduzindo peso e permitindo ‘foot garages’ - recortes que baixam os assentos traseiros para mais espaço sem comprometer o teto baixo e aerodinâmico. Com tração integral e dois motores (o traseiro, desenvolvido internamente, entrega até 603 cv na versão Performance), o Polestar 5 vem em duas versões: Dual Motor (748 cv, 812 Nm de torque, 0-100 km/h em 3.8 segundos) e Performance (884 cv, 1.015 Nm, 0-100 km/h em 3.1 segundos). Ambos são limitados a 250 km/h, mas a versão Performance rivaliza com o Taycan Turbo S em aceleração, enquanto o Dual Motor promete até 600 km no ciclo WLTP, cerca de 530 km pela EPA.
A eficiência é reforçada pela arquitetura de 800 volts, que suporta carregamento DC de até 350 kW - um salto em relação aos 200 kW do Polestar 3. Isso significa recarregar 80% da bateria em 22 minutos, ou 10-80% em apenas 10 minutos em testes de protótipos com baterias menores. A suspensão dianteira de braços de controle compactos permite um capô baixo, enquanto a traseira multilink é ajustada para equilíbrio entre conforto e esportividade. A versão Dual Motor usa amortecedores passivos BWI com batentes hidráulicos, enquanto o Performance adota MagneRide adaptativos, que leem a estrada 1.000 vezes por segundo e reagem em 3 milissegundos. Freios Brembo de quatro pistões com discos de 3.988 mm (12 quilos mais leves que os do Polestar 3) e pneus Michelin sob medida em rodas de 20 a 22 polegadas completam o pacote dinâmico. “A PPA nos permite entregar um GT com a agilidade de um carro esportivo e o conforto de um sedan de luxo”, destacou Lutz Stiegler, CTO da Polestar.
O design exterior é uma evolução do Precept, com um coeficiente aerodinâmico de 0.24 - entre os melhores da categoria. A frente exibe faróis ‘dual-blade’ com LED Pixel e a SmartZone, um painel com câmeras e radar ADAS que substitui a grade tradicional. Sem janela traseira, como no Polestar 4, o modelo usa um espelho retrovisor digital e câmeras para visibilidade, mantendo o perfil elegante com teto panorâmico e vidro sem moldura. Detalhes como maçanetas retráteis, linhas esculpidas que correm dos faróis aos pilares A e cores como Magnesium ou dois tons de cinza fosco reforçam o visual escandinavo minimalista. A carroceria de 1.420 mm de altura, tão baixa quanto um Porsche Panamera, combina proporções atléticas com quadris pronunciados e uma silhueta de asa aerodinâmica, evocando inspirações aeronáuticas. “É um carro que parece voar mesmo parado”, disse um designer da Polestar durante a apresentação.
Internamente, o Polestar 5 é um santuário de sustentabilidade e tecnologia. Configurado como um 4 Plus 1 (quatro assentos principais, com um central traseiro para emergências), ele oferece bancos Recaro dianteiros esportivos e traseiros reclináveis com aquecimento, resfriamento e massagem. Materiais eco-friendly dominam: carpetes de Econyl (redes de pesca recicladas), estofamento MicroTech sintético ou couro Nappa Bridge of Weir (subproduto da indústria alimentícia), além de um composto de fibra de linho como alternativa ao carbono. A cabine é centrada em uma tela táctil vertical de 14.5 polegadas com Android Automotive OS personalizado, integrado ao Google (Maps, Assistant, Play Store) e atualizações OTA. Um cluster digital de 9 polegadas, iluminação laser-line e um sistema Bowers & Wilkins opcional com 21 alto-falantes (1.680 W, Dolby Atmos) criam uma experiência imersiva. Soluções práticas incluem armazenamento no console central, carregamento sem fio e quatro zonas de climatização.
Segurança é outro pilar: 12 câmeras, radar de médio alcance, 12 sensores ultrassônicos e uma câmera interna para monitoramento do condutor suportam ADAS nível 3, com frenagem de emergência, assistente de faixa e cruzeiro adaptativo. O Polestar 5 estreia globalmente em 2026, mas os EUA enfrentam atrasos devido a tarifas sobre EVs chineses (produção em Chengdu). Preços na Europa começam em 130.000 euros (Dual Motor) e 155.000 euros (Performance), cerca de 140.000 a 168.000 dólares, colocando-o na briga com o Taycan e o Model S Plaid. No Brasil, importação via incentivos pode ser viável, mas tarifas de 25% elevam o custo. “O Polestar 5 é para quem quer um GT que combina a alma de um supercarro com a praticidade de um sedan elétrico”, concluiu Lohscheller. Em um segmento dominado por alemães e americanos, o Polestar 5 brilha com sua elegância nórdica, provando que performance elétrica pode ser tão emocional quanto sustentável.