POR ENQUANTO A ROLLS-ROYCE DESCARTA A CONDUÇÃO AUTÔNOMA
São várias as marcas de carros que anunciaram que irão com calma em tudo que é relacionado com a condução autônoma. Empresas como a Subaru já deixaram claro que para eles a automatização da condução é um passo mais no longo prazo e que atualmente se encontra em um segundo plano. Pelo lado contrário, outras empresas como a Ford, Volvo e Toyota, estão destinando grandes recursos no desenvolvimento desse tipo de tecnologia.
A última empresa a anunciar que por enquanto ficará de fora dessa batalha tecnológica foi a Rolls-Royce. Foi o próprio Torsten Müller-Ötvös, CEO da marca britânica, quem declarou que no momento a condução autônoma não é algo sobre a mesa nos escritórios centrais da marca. E o motivo principal alegado por Müller-Ötvös para mostrar-se tão indiferente com a condução autônoma é bastante claro, e por outro lado, lógico.
Para o responsável máximo da Rolls-Royce, as primeiras etapas do processo de condução autônoma serão guardadas na gaveta pela marca, que esperará que exista no mercado uma tecnologia que permita a automatização total da ação de conduzir. Lembrando que a Rolls-Royce pertence ao BMW Group, e no conglomerado automobilístico alemão estão trabalhando forte nesse campo.
Aproveitando a apresentação do novo Rolls-Royce Cullinan, o primeiro SUV da marca britânica, Müller-Ötvös comentou a posição da marca em relação ao futuro da condução autônoma: “Como sabem, fazemos parte do BMW Group e a BMW está investindo grandes somas de dinheiro na automatização. Por essa razão, uma vez que esta tecnologia esteja pronta e tenha chegado a um nível aceitável para nós, a aproveitaremos para nossos veículos”.
É lógico que a Rolls-Royce queira aguardar que a BMW desenvolva a tecnologia, mas o CEO foi um passo além dizendo que outro dos motivos está relacionado diretamente com o poder aquisitivo de seus clientes. E assegurou que muitos dos proprietários de um Rolls-Royce têm chofer particular, por isso que a tecnologia de condução autônoma não tem interesse para eles.
Para o CEO da Rolls-Royce o principal problema das tecnologias de condução autônoma atuais é que ainda necessitam da presença de um condutor que esteja atento na condução como se fosse necessário tomar o controle do veículo a qualquer momento. A figura do chofer perde seu interesse somente quando o veículo circula durante quilômetros por uma autoestrada em modo autônomo.