QOROS DEVE SAIR DO MERCADO EUROPEU
- Com o objetivo de superar os prejuízos financeiros, a marca de capital chinês e israelita poderá concentrar-se apenas no mercado da China.
A Qoros, marca sediada na China que surgiu da parceria entre a Chery e a Quantum em 2007, poderá estar alterando a sua estratégia, que previa um plano de implementação no mercado europeu, de forma a inverter os prejuízos recentes.
A jovem marca deverá optar por concentrar-se apenas no mercado chinês, onde tem atualmente o grosso de sua produção. Essa decisão poderá implicar no abandono das operações na Europa, aonde nunca chegou a entrar efetivamente com a força que chegou a anunciar, apesar da maioria do seu staff ser alemão.
O responsável pela gestão das operações na China já foi demitido, tendo sido contratados Sun Xiaodong (ex-Geely) para chefe de vendas e o ex-responsável da GM naquele país, Phil Murtaugh, para CEO – com a principal missão de reformular os conceitos da marca entre os consumidores locais.
A Qoros surpreendeu quando apresentou o sedan GQ3 no Salão de Genebra de 2013, com a promessa de qualidade e tecnologia a preços convidativos. Cerca de um ano depois anunciou um hatchback, um SUV, além de uma wagon, especialmente orientada para a Europa – mercado escolhido para o lançamento da marca, juntamente com o chinês.
Há cerca de dois anos, o Qoros 3 Sedan (na imagem) começou a ser comercializado na Eslováquia, através de um concessionário em Bratislava. Foram vendidos apenas 39 carros. Mas não foram lançados mais modelos e nem surgiram concessionários em outros países, o que frustrou os planos de comercializar 10% dos modelos da marca no continente europeu.
O fraco reconhecimento da marca, aliado à ausência de um motor diesel entre as opções, pode ter agravado o fracasso. Tudo redundou em perdas superiores a 200 milhões de euros nos primeiros três quadrimestres de 2014, com vendas de apenas 7 mil unidades na China, um mercado de mais de 20 milhões de carros.
Para tentar recuperar-se financeiramente, a Qoros optou por focar-se em um mercado que ainda assim tem perspectivas de crescimento na ordem dos 6% por ano.