RENAULT AMPLIARÁ A PRODUÇÃO DO ZOE NA PLANTA FRANCESA DE FLINS
A receita do êxito do Renault ZOE tem uma explicação. Trata-se do carro elétrico mais vendido na Europa desde 2015, embora o Nissan LEAF renovado agora venha tendo um melhor desempenho comercial. É um carro barato em relação a outros elétricos, oferece uma boa autonomia, um desempenho decente, está atualizado e se diferencia pouco de um modelo como o Clio.
No momento a Renault está tendo problemas para atender todos os pedidos, por isso que no intervalo de agosto, a fábrica de Flins irá se preparar para dobrar o ritmo de produção. Das 220 unidades diárias se pretende passar a 440. No ano passado foram produzidos 30.000 ZOE e mais de 100.000 desde que começou a ser vendido no final de 2012.
As 30.000 unidades em onze meses úteis significam 2.727 unidades por mês. Se considerarmos que a produção será dobrada a partir de setembro, a planta poderá terminar 2018 com um volume estimado de mais de 40.000 unidades do ZOE. Em 2017, também foram produzidos em Flins cerca de 63.000 Clio e por volta de 94.000 Nissan Micra.
No próximo ano veremos uma nova versão do ZOE, quando se espera uma evolução mais ou menos profunda do modelo atual, como aconteceu com o Nissan LEAF de segunda geração. Pode ser que haja alguma melhoria no motor e nas baterias, como vem sendo na história desse modelo.
Foi em 2016 que o ZOE recebeu sua principal melhora, quando passou de 22 kWh de capacidade para 41 kWh, então passou a anunciar 400 quilômetros de autonomia (NEDC), que a WLTP ajustará para 300 quilômetros. Além disso, o motor elétrico aumentou ligeiramente sua potência nesse ano até 109 cv. Estas mudanças tornaram o modelo mais atrativo, especialmente nos países europeus de alta renda per capita.