RENAULT SCÉNIC SERÁ O PRIMEIRO MODELO HÍBRIDO LEVE DE 48 VOLTS
O novo Renault Scénic será o primeiro modelo de produção a oferecer, já no final deste ano, um sistema de propulsão híbrido leve de 48 volts, que será associado a um motor diesel de 1.6 litros.
Fornecido pela Continental, o sistema hibrido da permitirá reduzir as emissões de CO2 para 92 g/km, 8 gramas a menos que o modelo equipado com um motor diesel equivalente.
Os denominados ‘mild hybrids’, sistema semi-híbridos de 48 volts, são uma das soluções para substituírem os motores diesel de menor cilindrada e garantirem aos fabricantes uma redução dos valores médios de emissões das suas linhas.
Além da Continental, a Delphi também já tem pronto o seu sistema híbrido com baterias de 48 volts, que alimentam pequenos motores elétricos e ajudam o veículo na partida, e dessa forma economizar combustível. Até 2025, cerca de 14.5 milhões de veículos híbridos leves serão produzidos por ano no mundo, o que representaria mais da metade de todos os modelos híbridos vendidos globalmente.
Os sistemas híbridos leves tem uma enorme vantagem em termos de relação custo-benefício, garantindo de 50% a 70% da economia de um híbrido convencional, com um custo 30% menor. O sistema de 48 volts também é menos complexo, portanto, de manutenção mais simples.
Volkswagen, Honda, Mercedes-Benz e BMW são, assim como a Renault-Nissan, alguns dos grupos automobilísticos que já anunciaram o lançamento de modelos com sistemas híbridos leves.
“Não será possível atingir as metas de emissões propostas para 2021 sem algum tipo de eletrificação. Todos os carros precisarão disso e o sistema de 48 volts é uma boa solução sem aumento excessivo de custos”, explicou recentemente Keith Stipp, presidente da Delphi Product and Service Solutions.
O sistema híbrido leve utiliza o Start & Stop, que desliga o motor nas paradas e volta a ligá-lo nas partidas. O conceito do sistema é usar a eletrificação para ajudar na propulsão e tirar carga da bateria convencional de 12 volts, para dessa forma, economizar combustível e reduzir emissões.
Na partida, um pequeno motor alimentado pela bateria de 48 volts dá o primeiro impulso ao veículo, que também conta com um turbocompressor elétrico, que começa a funcionar antes do motor a combustão, eliminando assim a defasagem do turbo. Quando o motor a gasolina ou diesel entra em operação, tem mais torque disponível oferecido pelo turbo, já tendo saído da inércia com o motor elétrico, reduzindo o consumo de combustível.