SCANIA E RIUMA: UMA PARCERIA INTEGRAL
- Atendimento personalizado e pacote de serviços geram bons resultados para a Riuma Mineração
A pouco mais de 30 quilômetros do centro da cidade de São Paulo, no bairro do Jaraguá, está a sede da Riuma Mineração, fabricante e fornecedora de agregados para empresas do ramo de construção civil. Segundo dados da própria mineradora, ela responde por 5% do mercado da região metropolitana de São Paulo e por 22% na região noroeste da capital. Com tradição, expertise e constante busca por inovações tecnológicas, a companhia reconhece um aumento da produtividade depois de renovar a frota com 36 caminhões Scania.
A Riuma foi fundada em 1967, mas a parceria com a Scania começou somente em 2012, ano em que deu início a pesquisas e testes para compra de caminhões de entrega de brita.
“Apresentamos a eles o P 310 8×4 da linha off road, com redução nos cubos, e eles foram os primeiros a adquirir o modelo recém lançado. Conhecemos as características da operação e, depois de entender as necessidades do cliente, concluímos que o caminhão tinha de ser produtivo tanto nas operações dentro da mina quanto nas entregas de material, quando o veículo trafega em vias urbanas e rodovias como o Rodoanel”, conta Fabrício Vieira, engenheiro de Pré-Vendas responsável pelo segmento off road da Scania no Brasil.
Antes de fechar a compra de 36 caminhões P 310 8×4 (com caçamba), Carlos R. Barbosa, engenheiro técnico da Riuma Mineração, coordenou uma pesquisa. “Fizemos um estudo e a Scania mostrou seu diferencial desde o primeiro contato com o setor de vendas, que veio aqui e escutou nossas necessidades. O respaldo técnico que sentimos e o esforço para entender nossa aplicação foram importantes para tomarmos a decisão”, afirma.
O próximo passo da Riuma Mineração foi a substituição completa da frota interna de transporte de minério (lavrabeneficiamento). Foi uma decisão complexa, pois, segundo Barbosa, não envolvia somente a compra de equipamentos, e, sim, uma mudança de conceito. “Estávamos apostando em substituir 100% da nossa frota de caminhões off road por rodoviários. Tivemos de equacionar fatores como preço de aquisição, capacidade de carga, consumo, custo de operação e manutenção, bem como o valor residual dos equipamentos. Além disso, não tínhamos nenhum precedente de troca como esta, de toda a frota, como referência e também, neste setor, as condições de operação variam muito de pedreira para pedreira”, explica.
Outro diferencial foi a disponibilização de um caminhão G 440 por 20 dias, para que a empresa pudesse fazer testes na mineradora. Acompanhada pela equipe de Vendas da Codema de Guarulhos (SP), formada por William Costa e Marcos Santos, a Riuma constatou que o caminhão usado nas operações de lavra precisava ter a largura da caçamba alterada, uma vez que a medida era muito próxima da largura da concha da escavadeira.
Se o operador demorava para alinhar e despejar o material no caminhão, depois da personalização do implemento – que resultou no aumento de 10 centímetros na largura - a operação ganhou tempo e produtividade. Antes, o preenchimento da caçamba levava sete minutos; com a largura ajustada, passou a levar três. “Se a Scania não disponibilizasse o caminhão para teste, isso não seria possível”, reforça Carlos.
Outras customizações também foram frutos dos testes realizados. Foram adicionados protetores extra de cuícas de freio e câmeras de ré para evitar cortes de pneu, e o sistema de basculamento da caçamba foi modificado para proporcionar agilidade. Com isso, a Riuma Mineração adquiriu oito caminhões Scania G 440 8×4 para transporte interno e vem contabilizando um resultado excelente durante os primeiros meses de operação. “Reduzimos em 50% o consumo de diesel nessa operação, aumentando a capacidade de transporte de 7,5 para 14 toneladas por litro”, conta Barbosa.
Tecnologia embarcada
A Riuma também foi um dos primeiros clientes do segmento de mineração a utilizar o Driver Support Off Road no treinamento e reciclagem de motoristas. Programa consolidado no segmento rodoviário, ele funciona como uma ferramenta que visa ao melhor aproveitamento e máxima performance do veículo. “Eles souberam tirar proveito da tecnologia embarcada no caminhão. Outra ferramenta importante neste processo foram os relatórios do Full Potential, que a Codema Guarulhos gera a cada mês, contendo informações importantes para análise da performance do veículo”, conta Fabrício Vieira.
De acordo com Barbosa, esse é um diferencial de produtividade e de rendimento para a Riuma. Para o engenheiro mecânico, o pacote composto por Driver Support e Full Potential tornou imprescindível o treinamento dos condutores que trabalham dentro e fora da mineradora com as duas frotas de caminhões (interna e externa). O escolhido para fazer a capacitação com o Master Driver da Scania foi Carlos Santos, que acabou se tornando líder do treinamento dos operadores.
“O Carlos era mais um dos motoristas, mas ele se diferenciou dos demais por entender a necessidade de nos adaptarmos para receber o pacote de inovações tecnológicas que estávamos adquirindo. A partir de então, investimos nele para que fosse o responsável por treinamento e seleção dos operadores. Além disso, ele também entendeu que as ferramentas que vinham com o caminhão deveriam ser usadas a fim de obtermos o máximo de benefícios delas. Essas ferramentas são usadas, hoje, também para gerenciar nossa logística”, explica o engenheiro mecânico da Riuma.
O Master Driver da empresa já aplicou treinamento a 30 motoristas. “O Driver Support nos permite avaliar o trabalho do operador e acompanhá-lo diariamente. Sabemos por um gráfico, de cada motor, quanto tempo cada caminhão operou em marcha lenta ou fora da faixa econômica. Então, essa ferramenta, além de nos ajudar a acompanhar a operação, nos permite ficar a par também da manutenção. Como resultado, o nível dos nossos operadores foi lá para cima”, comemora Santos.
Mensalmente, cada operador recebe uma meta. Ao final dos 30 dias, eles têm um objetivo: trabalhar o próprio ponto fraco na operação do veículo. Tendo em vista este investimento em treinamento, a capacitação dos motoristas da Riuma se tornou um diferencial para o rendimento da mineradora.
Atualmente, o último motorista do ranking tem uma nota de 95 (máxima de 100), porque perdeu cinco pontos no quesito de antecipação de frenagens. De acordo com a soma da pontuação e uma avaliação individual, o operador recebe uma premiação, que depende da nota final. “Estamos motivando-os a subir e alcançar os 100%.
O treinamento é uma oportunidade que a empresa está dando para os operadores. Quem não quer um motorista preparado e econômico?”, acredita o Master Driver da Riuma. O resultado do investimento em treinamento também é observado em redução de consumo de combustível – 20% na frota interna e 12% na frota externa – bem como no custo de manutenção. “Conseguimos reduzir drasticamente as quebras e paradas originadas por má operação e aumentar a vida útil dos itens de desgaste como, por exemplo, lonas de freio”, completa Santos.
Outro diferencial da parceria com a Scania foi o prontoatendimento no quesito manutenção. Em vez de colocar o caminhão em uma prancha e levá-lo até a Codema de Guarulhos, um box da Scania, com mecânico em tempo integral, foi instalado na sede da Riuma para atender a demanda diária dos veículos.
“Tivemos a elaboração de um contrato que nos atendesse e também trouxemos um box da Scania aqui para dentro. Isso também resolveu a questão da limitação da largura, entre outros diferenciais dos nossos caminhões de frota interna, que os impossibilita de rodar nas rodovias”, explica Barbosa.
Sustentabilidade e produtividade
Ao mudar a filosofia e metodologia de trabalho - frota com tecnologia embarcada, necessidade de treinamento dos operadores e de um box da concessionária voltado para manutenção dos veículos - resultados positivos passaram a ser colhidos. “No primeiro ano com a nova frota, houve uma economia de 70% no custo de manutenção e 20% de redução com gastos em combustível”, destaca o engenheiro mecânico da Riuma Mineração.
Além disso, um dos lemas da empresa ganhou ainda mais forma: minerar sem degradar. A frota antiga, que operou por dez anos, tinha menor capacidade de transporte por litro de diesel, “ou seja, hoje, produzimos mais e gastamos menos combustível”, diz Barbosa. Ele ainda destaca o motor Scania Euro 5, responsável por uma operação mais sustentável. “Percebemos que houve nítida redução nas emissões de gases poluentes. Essa tecnologia foi um grande ganho em termos de produtividade e sustentabilidade”, conclui o engenheiro.
Soluções customizadas no fora-de-estrada
A linha Off Road Scania disponibiliza aos clientes que atuam nas aplicações de construção e mineração a mais completa gama de modelos, com diferentes versões de tração, distâncias entre eixos, pacotes de itens de série e opcionais e produtos customizados. Com versões do P 310 6×4 e 8×4 e a opção de redutor nos cubos dos eixos traseiros, o veículo pode tracionar até cem toneladas. Essas características visam à máxima produtividade, eficiência na dirigibilidade, segurança, robustez, durabilidade, ergonomia e conforto ao operador.