SERGIO MARCHIONNE TEM COMO OBJETIVO A ALIANÇA DA FIAT-CHRYSLER COM A GENERAL MOTORS
- O atual CEO do grupo Fiat-Chrysler vem procurando um grande fabricante para elaborar uma parceria, e fontes indicam que a melhor hipótese para o consórcio liderado por Sergio Marchionne será uma aliança com a General Motors
Procurando eliminar as atuais dificuldades econômicas do grupo Fiat-Chrysler, e garantir a saúde financeira do grupo que dirige, Sergio Marchionne pretende completar a aliança com um grande fabricante de automóveis antes do final do seu mandato, em 2019.
Depois do CEO da FCA já ter dito que uma parceria com um fabricante americano, especificamente a GM ou a Ford, seria “tecnicamente viável”, duas fontes pertencentes ao grupo FCA, indicaram à Agência Reuters que o objetivo de Marchionne será estabelecer um acordo com a General Motors.
Depois da hipótese de uma associação com os franceses da PSA ter sido refutada por Carlos Tavares, tanto o CEO da Fiat-Chrysler como a família Agnelli, um dos principais acionistas, olham para a GM como o parceiro mais viável, indica a agência de notícias internacionais.
A aliança seria também importante para consolidar a presença dos dois grupos nos diversos mercados do planeta. A FCA vem apostando fortemente na América do Norte e tem uma presença consolidada na Europa, mas vem sentindo dificuldades para entrar nas preferências dos clientes asiáticos. A GM, por sua vez, tem mostrado grande vitalidade nos mercados da Ásia, mas o oposto vem ocorrendo na Europa, algo que se comprova até pela saída da Chevrolet do continente.
Em uma situação que foi já comparada por analistas internacionais como uma “ida à pesca”, foi dito que Marchionne vem lançando a isca para uma aliança, mas até o momento ninguém mordeu o anzol. As informações avançadas na imprensa internacional indicam que o CEO da Fiat-Chrysler gostaria de ter este acordo, considerado vital para a saúde econômica do consórcio ítalo-americano, assinado antes da sua saída do grupo, anunciada para 2019, garantindo também o futuro da FCA para as décadas seguintes.