SKODA CONSIDERA ENTRAR NA ÍNDIA E NA AMÉRICA DO SUL COM MODELOS PEQUENOS E MODERNOS, PORÉM BARATOS
A Skoda se encontra avaliando a forma de introduzir-se em países como a Índia ou o enorme mercado da América do Sul, com uma linha de modelos subcompactos especialmente desenvolvida para esses mercados, com um preço econômico, mas contando com a moderna tecnologia e fabricação, uma decisão que será tomada ao longo deste ano de 2018.
A marca checa conta com a aprovação do Grupo Volkswagen - que é quem dá autorização a qualquer movimento de suas marcas - já que os responsáveis da Skoda definiram que serão eles que desenvolverão uma plataforma para essa nova linha de modelos subcompactos, cumprindo os padrões de qualidade da Skoda, mas ao mesmo tempo, oferecendo preços de acordo com o status de uma população sem grandes recursos, inclusive mais baixos que nos países do Leste Europeu.
Ou seja, preços tão competitivos como os oferecidos pela TATA, Maruti Suzuki, Datsun e Dacia, que são as estrelas na Índia, um dos maiores mercados do mundo. E brigar em um segmento como o dos carros pequenos não é uma missão fácil. Atualmente a Skoda está presente no mercado indiano com os Octavia, Superb e Kodiak -todos desenvolvidos sobre a plataforma MQB, que é muito cara para esse mercado - e somente o Rapid com a antiga plataforma PQ25.
A ideia da marca checa é introduzir um modelo do tamanho do Fabia e um pequeno SUV baseado no novo Volkswagen T-Cross -adiantado pelo Vision X Concept - que estreará na Europa ao longo de 2018 ou início de 2019. Mas dado que essa arquitetura modular é muito cara, a ideia passa por utilizar uma versão especial da MQB-A, com modificações para baixar os custos de produção dos modelos para o segmento B da Índia.
A Skoda já manteve conversações com o maior fabricante do mercado indiano há cerca de um ano. Os checos e a TATA não entraram em um acordo para a utilização da Plataforma Modular Avançada (AMP) da marca indiana, um entendimento que não se deu porque o Grupo VW não estava disposto a assumir todo o investimento como exigia a TATA, já que eles já entrariam com a estrutura, o que fez com que a Skoda optasse pelo uso da plataforma MQB-A0 do novo Volkswagen Polo, mas modificada para que seja mais barata.
A verdade é que será um sonho transformado em realidade para a matriz alemã de Wolfsburg. Durante anos, a Volkswagen considerou a possibilidade de vender seus modelos na Índia com uma nova marca de baixo custo, mas isso nunca se materializou. Por isso, se a ideia da Skoda der certo, também poderemos ver modelos da Volkswagen nesse mercado.
Se a estratégia da Skoda e da Volkswagen materializar-se, o objetivo é mais que ambicioso: fabricar mais de 300.000 carros por ano na Índia - que também serão exportados aos países sul-americanos - e duplicar essa quantidade na China para alcançar o objetivo de produção marcado para 2025 com um volume de dois milhões de unidades, 800.000 a mais que os números atuais, além de cobrir um total de 18 novos mercados, elevando para 120 onde a Skoda está presente. Aliás, já iniciaram as operações em Cingapura e em 2019 os checos estarão na África do Sul.