TOYOTA FECHARÁ SUA FÁBRICA NA AUSTRÁLIA ATÉ O FINAL DESTE ANO
A Austrália sempre foi um país com uma característica muito marcada em sua natureza, forma de ver a vida e costumes. O setor automobilístico não poderia ser diferente, já que os habitantes daquela grande ilha têm gostos e preferências automotivas que pouco ou nada se assemelham aos que temos no resto do mundo. Os produtores de automóveis por lá sempre souberam desses gostos, e para atendê-los sempre deram aos clientes australianos aquilo que mais gostavam.
Entretanto, a globalização fez com que a Austrália se tornasse menos competitiva para fabricar localmente os carros que eram vendidos ali. Por culpa da escalada dos custos de fabricação e a crise econômica mundial, as margens de lucro das marcas com fábricas no país se viram reduzidos ao mínimo. Por isso, os fabricantes que tinham fábricas por lá decidiram encerrar suas atividades e agora é a Toyota que dá um prazo de validade à sua produção na Austrália, depois da GM e da Ford.
A marca japonesa fabrica atualmente de forma local os Toyota Aurion, Camry e Camry na versão híbrida. A produção estimada para este ano é de 60 mil unidades e delas somente cerca de 26 mil ficarão no país. Com esses números é muito complicado justificar a existência de uma fábrica por lá, uma vez que mais da metade das unidades fabricadas acabarão sendo vendidas em outros mercados estrangeiros.
Por essa simples razão, a Toyota confirmou que a data limite para o fechamento de sua fábrica de Altona (oeste de Melbourne) será o dia 3 de outubro deste ano. Enquanto o final vai chegando, a marca decidiu que o primeiro modelo que deverá encerrar sua fabricação será o Aurion com motor a gasolina em configuração V6. O segundo a abandonar as linhas de montagem será o Camry Híbrido e por último o Camry convencional. Tudo isso será executado nos meses de agosto, setembro e outubro, graças aos dois turnos de trabalho (manhã e tarde) que permanecerão ativos na planta até seu fechamento definitivo.
Além de tudo, a Toyota também anunciou que sua estrutura organizacional no país também será reduzida. A sede da empresa passará de Sydney a Port Melbourne e pelo caminho sobrarão apenas 1.300 empregados. Os modelos da marca que serão comercializados na Austrália virão provavelmente de plantas asiáticas, como Japão e China.